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Coronavírus. Ordem recomenda que instituições avaliem medidas para médicos que tenham estado em zonas afetadas

Coronavírus. Ordem recomenda que instituições avaliem medidas para médicos que tenham estado em zonas afetadas

Marta F. Reis 02/03/2020 13:36

Perante a evolução do surto, a Ordem dos Médicos considera urgente a publicação do Plano de Contingência Nacional e aconselha médicos a não irem a reuniões médicas e científicas que não sejam estritamente necessárias

Confirmado o primeiro caso do novo coronavírus no país, de um médico de 60 anos infetado após uma estadia em Itália, a Ordem dos Médicos emitiu esta segunda-feira um conjunto de recomendações para a gestão da situação em Portugal. A Ordem recomenda a criação de uma linha de financiamento específica para que as instituições possam fazer face ao novo vírus com autonomia e rapidez e a publicação urgente e ampla divulgação do Plano de Contingência Nacional. Em relação aos médicos, a Ordem defende que mesmo clínicos assintomáticos que regressem de zonas afetadas pelo coronavírus, com transmissão ativa na comunidade, devem avaliar com a respetiva instituição, nomeadamente com os serviços de saúde ocupacional, as medidas a adotar.

Segundo o i apurou, o médico internado no Hospital de Santo António, quadro do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, teve início de sintomas a 29 de fevereiro e não chegou a apresentar-se ao trabalho após férias em Itália, sendo umas das preocupações adotar medidas que evitem que outros clínicos que possam ter estado expostos ao vírus no estrangeiro possam transmitir a doença em Portugal. A Ordem não recomenda o isolamento, mas que as situações sejam avaliadas pelas instituições. Por outro lado, a Ordem aconselha os médicos a não participarem, nesta fase, em reuniões médicas e científicas, nacionais ou internacionais, que não sejam estritamente essenciais, recomendando também que reuniões cientificas programadas para o país possam ser adiadas.

O conjunto de oito recomendações, divulgado esta segunda-feira, defende ainda a identificação bem definida de uma cadeia de comando, liderada pela Direção-Geral da Saúde, que comunique com clareza e que sirva de elo entre os vários intervenientes. Os médicos pedem também à DGS que divulgue e implemente de forma ampla normas de proteção dos profissionais de saúde e acompanhamento dos doentes, quer em ambulatório quer em internamento.

É também pedida a nomeação de um novo diretor para o Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e das Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), que está sem liderança há mais de seis meses.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos reitera total confiança na Direção Geral da Saúde e disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes, relembrando que tem ativo desde janeiro um gabinete de crise multidisciplinar para acompanhamento do surto.

 

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