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Matos Fernandes deixa aviso: "É irresponsável" suspender construção da Linha Circular

Matos Fernandes deixa aviso: "É irresponsável" suspender construção da Linha Circular

João Girão Jornal i 05/02/2020 16:10

O ministro do Ambiente e da Ação Climática alertou que, na sequência desta suspensão, vão perder-se 83 milhões de euros de fundos comunitários.

O ministério do Ambiente e da Ação Climática considerou “irresponsável” a decisão de suspender a construção da linha circular do Metropolitano de Lisboa, propostas do PAN e PCP aprovadas na madrugada desta quarta-feira, durante a votação da especialidade do Orçamento do Estado para 2020. “Trata-se de uma decisão irresponsável que lesa a cidade de Lisboa e toda a área metropolitana”, garantiu João Pedro Matos Fernandes.

Em conferência de imprensa, o ministro alertou que esta decisão vai levar ao adiamento “por três anos” de qualquer obra essencial para a capital e à consequente perda de 83 milhões de euros de fundos comunitários.

O diploma do PCP com votos a favor do PSD, BE, PCP, CDS, PAN e Chega, abstenção da Iniciativa Liberal e voto contra do PS, defende que seja dada prioridade à construção da rede metropolitana até Loures, bem como para Alcântara e zona ocidental de Lisboa.

Já o PAN defende que, ainda “durante o ano de 2020”, o executivo realize "através do Metropolitano de Lisboa, um estudo técnico e de viabilidade económica, que permita uma avaliação comparativa entre a extensão até Alcântara e a Linha Circular". A medida obteve os votos favoráveis do PSD, BE, PSP e Chega, votos contra do PS e da Iniciativa Liberal e abstenção do CDS.

Segundo a proposta do partido liderado por André Silva, o Governo terá de fazer "os estudos técnicos e económicos necessários com vista à sua expansão prioritária para o concelho de Loures".

O relatório que acompanha a proposta do Orçamento do Estado, conhecida em dezembro, previa que as obras de expansão do metropolitano de Lisboa iam arrancar a partir de julho deste ano, quando, inicialmente, estavam previstas começar no início deste ano.  O projeto, com um orçamento estimado num total de 200 milhões de euros, prevê a criação de "um anel envolvente da zona central da cidade".

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