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Coronavírus. Portugueses repatriados já estão em Portugal

Coronavírus. Portugueses repatriados já estão em Portugal

Francisco Paulo Carvalho 02/02/2020 20:39

Grupo de 17 portugueses chegou ao terminal militar de Figo Maduro por volta das 20h30. Maioria assume optar por quarentena voluntária.

 

Os 17 portugueses repatriados de Wuhan, cidade chinesa que está em quarentena devido ao coronavírus, chegaram este domingo por volta das 20h30, num C-130 da Força Aérea Portuguesa, ao terminal militar de Figo Maduro, em Lisboa.

Após a aterragem em Lisboa, o grupo de portugueses foi encaminhado para o Hospital Pulido Valente, um procedimento destinado a detetar um eventual sintoma do coronavírus. 

Estes cidadãos já tinham realizado uma outra viagem de cerca de 14 horas desde Wuhan, até Marselha, em França, onde aterraram por volta das 13h30 portuguesas. Esse avião transportava um total de 350 cidadãos europeus.

Apesar de as análises realizadas ainda em Wuhan terem dado resultado negativo, os portugueses repatriados ficarão sob observação nos próximos 14 dias, uma vez que esse é o período de incubação do vírus. Quanto à quarentena, a constituição portuguesa proíbe isolamentos obrigatórios, mesmo que se trate de cenários de crise, como é o caso.

No entanto, à TSF, Miguel Matos, um dos portugueses repatriados, revelou que tanto ele, como a “maior parte das pessoas” vai optar por seguir a sugestão da Direção-Geral de Saúde de quarentena voluntária de 14 dias. 

O Ministério da Saúde irá disponibilizar instalações onde estes cidadãos poderão ficar em “isolamento profilático” voluntário, sendo o Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e o Hospital Militar, no Porto, as unidades preparadas para esse efeito.

Este ponto da proibição de quarentena tem levado a uma grande contestação de vários organismos, que defendem que está em causa a saúde pública. Os especialistas apelam mesmo que a constituição seja alterada imediatamente.

A Organização Mundial de Saúde declarou na passada quinta-feira emergência de saúde pública de importância internacional, mas manifestou a crença de que é ainda possível conter o vírus.

 

Primeira morte fora da China

Durante o dia de hoje, as Filipinas confirmaram que um cidadão chinês de 44 anos, que estava em Manila, morreu vítima do coronavírus. Esta representa a primeira morte através deste vírus fora da China. Era o segundo caso da doença confirmado no país e estava já internado desde o dia 25 de janeiro com quadro de pneumonia.

Até ao momento, o vírus já matou mais de 300 pessoas e mais de 14 mil estão infetadas na China. Mais de 24 países de todo o mundo têm registo de casos de coronavírus, incluindo o Reino Unido, a Alemanha, França, Itália e Finlândia. Já em Portugal, surgiram até agora dois casos suspeitos, o último um homem de 46 anos que foi encaminhado para o Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, mas que acabou por dar negativo.

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