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Espanha. A tarde em que o Madrid que chora visita o Madrid que ri

Espanha. A tarde em que o Madrid que chora visita o Madrid que ri

AFP Afonso de Melo 31/01/2020 21:42

Amanhã, pelas 15h00, no Santiago Bernabéu, o Real, líder isolado do campeonato, recebe o vizinho Atlético, a viver dias de crise.

Num livro da Condessa de Ségur que li na minha meninice havia dois primos, um otimista, o outro pessimista, um alegre, o outro bisonho. Chamavam-se João ambos, na tradução portuguesa e no original, que veio parar-me às mãos mais tarde: Jean qui Grogne et Jean qui Rit. Das obras de Sofia Fiodorovna Rostoptchina, o verdadeiro nome da autora, Memórias de um Burro era bem mais divertido, mas não virá aqui tão a propósito. Dos dois primos de Madrid, Real e Atlético, que se defrontam amanhã no Santiago Bernabéu, há um que ri e um que chora, e não é difícil perceber qual deles arrepela os cabelos, tão fracas têm sido as exibições da equipa de Simeone, recentemente incapaz de fugir a uma humilhante eliminação da Taça do Rei por parte da Cultural Leonesa e de bater em casa o Leganés (0-0), último classificado da liga a meias com o Espanhol.

Muito mais animado, por seu lado, estará Zinedine Zidane que, na última jornada, aproveitou o tropeção do Barcelona no Mestalla de Valência para se isolar na frente, com três pontos a mais do que os catalães. Juntou-lhe em seguida, na quarta-feira, um triunfo em Valhadolid para a taça, e logo gordo, ainda por cima: 4-0.

Não tem sido vulgar nos últimos anos, com o crescimento visível dos colchoneros, encontrar uma distância como a de hoje: Real Madrid, primeiro, 46 pontos; Atlético Madrid, quinto, 36 pontos. Simeone pode ter levado recentemente uma injeção de moral da parte do seu presidente, Gil Marín, que o considerou indispensável, mas muitos começam a rogar-lhe pela pele, considerando-o incapaz de evoluir e de transformar o futebol de combate constante do Atlético em algo mais evoluído e digno de maiores ambições. No entanto, vamos e venhamos, talvez o ideal para o treinador argentino fosse aplicar no Bernabéu uma dose daquela alma de corre-corre que lhe valeu aproximar-se dos grandes de Espanha e da Europa.

Inglaterra No meio da polémica levantada por Jürgen Klopp em relação à próxima paragem do campeonato, que não deixa, por isso, de ter uma série de jogos agendados para esse intervalo, o Liverpool foi ao campo do West Ham a meio da semana resolver o jogo que tinha em atraso com a facilidade do costume (2-0) e recebe amanhã o Southampton com 19 pontos de avanço sobre o seu perseguidor mais próximo, o Manchester City. Para domingo, às 16h30, está marcado novo confronto entre Pep Guardiola e José Mourinho. O Tottenham do treinador português vai ao El Ettihad para um daqueles jogos de que ele tanto gosta, sobretudo quando se apresenta sem o peso do favoritismo e pode especular em campo na busca de qualquer resultado que sirva para pôr ainda mais areia na máquina, este ano não muito afinada, dos sky blues. Ainda por cima numa luta pelo quinto lugar que envolve nove equipas!

 

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