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Homem diz que viu triatleta ser morto por Rosa Grilo e pelo amante

Homem diz que viu triatleta ser morto por Rosa Grilo e pelo amante

DR Carlos Diogo Santos 29/01/2020 08:57

Autor da carta diz que testemunhou a morte de Luís Grilo e implica o amante da viúva. Defesa afirma que não é a primeira carta que é recebida.

 

Pode ser uma reviravolta ou uma simples invenção no caso relativo à morte do triatleta Luís Grilo. Na última sexta-feira foi entregue em tribunal uma carta assinada por uma pessoa que se diz amiga de António Joaquim, amante da viúva Rosa Grilo, e na qual se descreve que tanto um como outro participaram no assassinato de Luís Grilo.

O homem, que pede proteção judicial por temer represálias de António Joaquim, afirma que esteve presente no momento em que Luís Grilo foi assassinado. “A D. Rosa deu com um pau na cabeça do Sr. Luís. De seguida, o António pôs uma almofada na cara do Sr. Luís Grilo e deu-lhe logo dois tiros”, conta numa carta que foi revelada num programa da SIC.

De acordo com a mesma versão, “o António e a D. Rosa transportaram o corpo para uma carrinha branca, Renault Kangoo”.

“O António disse-me para eu ir com ele na carrinha branca. Quando chegámos a um terreno muito longe, o António pôs o senhor Luís no terreno. Disse para eu não contar a ninguém ou fazia-me o mesmo que fez ao senhor Luís. Deu-me uma nota de 20 euros e largou-me sozinho, de madrugada, no Carregado”.

Ainda que, para fontes judiciais, esta versão seja vista como pouco provável, assim como a possibilidade do envolvimento de um terceiro, a mesma será agora analisada. A defesa de António Joaquim frisou ontem que esta não é a primeira vez que se entregam cartas para trazer para cima da mesa factos que não correspondem à verdade.

Recorde-se que o corpo de Luís Grilo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição a 24 de agosto de 2018, mais de um mês depois do seu desaparecimento. O Ministério Público atribui o homicídio de Luís Grilo a Rosa Grilo, em coautoria com António Joaquim. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação dos arguidos a penas superiores a 20 anos, enquanto as defesas pediram a absolvição, apontando falhas à investigação da Polícia Judiciária. 

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