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Livre repudia ataques "racistas e sexistas" contra Joacine

Livre repudia ataques "racistas e sexistas" contra Joacine

Joana Marques Alves 28/01/2020 18:20

Partido emitiu um comunicado após declarações de Francisco Rodrigues dos Santos e André Ventura

Uma forma de perpetuar “estigmas racistas e sexistas na sociedade portuguesa”. É assim que o Livre descreve as declarações dos líderes do CDS-PP e do Chega, que ontem se referiram à deputada única do partido para criticar quer medidas apresentadas pelo Livre, quer os problemas que se vivem atualmente no partido.

À saída do Palácio de Belém, onde foi recebido peloPresidente da República, Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que “no CDS não existemJoacines”. “Tenho uma confiança inabalável em todos os deputados no CDS. No CDS não existem Joacines, existe um grupo de pessoas que partilham dos mesmos valores, estão sintonizados na mesma mensagem que querem passar ao país”, afirmou o novo líder do CDS. Esta declaração surge dias depois de José Ribeiro e Castro afirmar que o partido não pode ter “cinco Joacines no Parlamento”, lembrando que “os deputados são representantes da direção do partido, não são líderes do partido”.   

Entretanto, também André Ventura falou sobre Joacine Katar Moreira e as propostas do Livre. Depois de ter sido divulgado que o partido quer devolver às ex-colónias o património presente em território nacional (ver página 6), o líder do Chega propôs a “devolução” da deputada: “Eu proponho que a própria deputada Joacine seja devolvida ao seu país de origem. Seria muito mais tranquilo para todos... inclusivamente para o seu partido! Mas sobretudo para Portugal!”, escreveu no Facebook.

O Livre emitiu de imediato um comunicado a reagir aos “ataques de carácter e referências de índole racista por parte de deputados e dirigentes partidários da direita”, frisando que o partido não pode deixar de repudiar “as declarações sexistas e deselegantes de Francisco Rodrigues dos Santos e as palavras deploráveis e racistas de André Ventura,  deputado da extrema-direita portuguesa”.

“As divergências políticas não podem dar lugar nunca a manifestações discriminatórias, ainda mais por representantes eleitos para a Assembleia da República e por responsáveis políticos e partidários, num Estado de direito democrático assente no pluralismo de expressão, no respeito e garantia de liberdades fundamentais”, acrescenta o partido.

 

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