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Luanda Leaks. Polícia Judiciária suspeita que Rui Pinto foi o denunciante do caso

Luanda Leaks. Polícia Judiciária suspeita que Rui Pinto foi o denunciante do caso

AFP Jornal i 25/01/2020 12:03

Recorde-se que o caso Luanda Leaks é uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, onde foram analisados mais de 715 mil documentos.

A Polícia Judiciária (PJ)  suspeita que Rui Pinto, criador do Football Leaks, pode estar por trás da revelação dos documentos do caso Luanda Leaks, avança o jornal Público na edição deste sábado.

O hacker português, que se encontra em prisão preventiva e que vai ser julgado por 90 crimes, pode estar envolvido na fuga de informações dos mais de 715 mil ficheiros a que os 31 jornalistas do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) tiveram acesso.

As suspeitas da PJ justificam-se com o facto de muitos dos documentos divulgados no âmbito do caso Luanda Leaks constarem no processo que está em julgamento, bem como em inquéritos que ainda estão a ser investigados. De acordo com o Público, estes documentos encontravam-se nos dispositivos de armazenamento de dados - discos rígidos, pens, computadores – que foram apreendidos a Rui Pinto na Hungria.

Também o francês William Bourdon, um dos advogados de defesa de Rui Pinto, é um dos fundadores da PPLAAF - plataforma de proteção de denunciantes em África. Ao Público, o advogado francês Henri Thulliez, revelou que a organização tinha recebido os documentos que deram origem à investigação sobre a fortuna de Isabel dos Santos em finais de 2018, inícios de 2019.

Recorde-se que o caso Luanda Leaks é uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, onde foram analisados mais de 715 mil documentos que mostram esquemas financeiros feitos, alegadamente, por parte de Isabel dos Santos.

A investigação detalha esquemas financeiros que terão permitido retirar dinheiro dos cofres do Estado angolano, por meio de paraísos fiscais. No final do ano passado, Isabel dos Santos já tinha sido acusada pela justiça angolana de celebrar negócios com o Estado através de empresas públicas.

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