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CDS-PP. Congresso arranca com apelos a “menos casos”

CDS-PP. Congresso arranca com apelos a “menos casos”

Bruno Gonçalves Joana Marques Alves 24/01/2020 10:00

Este fim de semana, os centristas juntam-se em Aveiro para decidir quem será o próximo líder do partido.

Vinte e três moções, 1160 delegados, cinco candidaturas à liderança e dois dias de muito corrupio e muitas discussões: assim se resume o programa do 28.o Congresso do CDS-PP, que decorre este fim de semana em Aveiro.

No sábado serão apresentadas e discutidas as moções estratégicas globais. Como já é hábito, esta discussão prolonga-se para depois do jantar, estando a abertura das urnas apontada para as 23 horas. Só de madrugada se saberá qual a moção vencedora.

Ora, esta votação é uma espécie de primeira volta das eleições para escolher o sucessor de Assunção Cristas, até porque quem vence esta fase é que apresenta uma lista candidata à comissão política nacional e aos restantes órgãos.

A votação para os órgãos dirigentes para o biénio 2020-2022 decorre já no domingo de manhã. Depois disso são apresentadas as moções de estratégia setoriais. Só no final do evento, à hora de almoço, é que são revelados os resultados da eleição, seguindo-se a tomada de posse dos órgãos nacionais eleitos.

João Almeida é o candidato que soma mais apoios, mas Filipe Lobo d’Ávila e Francisco Rodrigues dos Santos também são tidos como candidatos fortes. Abel Matos Santos e Carlos Meira já fizeram saber que não vão desistir a favor de ninguém – Meira vai mais longe e propõe até uma aliança para impedir a vitória de João Almeida.

A missão do novo presidente não é fácil, depois de o partido ter sofrido pesadas derrotas eleitorais nas europeias e nas legislativas. Por outro lado, a situação financeira do partido também é crítica e já levou ao despedimento de funcionários.

Apelo ao bom senso Uma coisa é certa: por muitas divisões que existam dentro do partido, essa imagem não pode passar para o público. O apelo é feito por Luís Queiró, presidente da mesa do congresso, que pede aos delegados que a discussão das moções prevaleça sobre os “casos” que põem em causa o bom nome do partido.

Numa carta enviada aos perto de 1400 congressistas, citada pelo jornal Público, o responsável apela ao bom senso e lembra algumas regras de conduta: “Tendo em conta a inevitável mediatização que suscitarão os trabalhos do nosso congresso e a eleição da nova direção, estou convicto de que, desta forma, o partido projetará junto dos cidadãos que nos acompanharão atentamente uma imagem de maturidade e de democracia interna. Menos casos e mais trabalho, é o nosso lema!”, refere o documento.

Candidatos pagam campanha Todas as iniciativas levadas a cabo ao longo da campanha serão pagas pelos próprios candidatos. João Almeida é o único que tem uma noção de quanto irá gastar: “À volta de 3 mil euros”, diz à agência Lusa. “Sou eu que a pago toda. Pagarei com fundos próprios, meus. Não recebi financiamento de ninguém”, acrescenta, admitindo que possa haver “um ou outro contributo de pessoas que comigo estiveram na moção” e trabalho voluntário.

Filipe Lobo d’Ávila garante que não teve qualquer tipo de “apoios externos” e que a maioria das despesas estão relacionadas com deslocações pelo país. Já Rodrigues dos Santos diz que a sua campanha será “paga com o esforço do trabalho de cada uma das pessoas que a compõem, em partes que terão de ser definidas, dependendo dos custos globais, que ainda não estão calculados”.

Matos Santos paga as contas do seu bolso e com o apoio das pessoas que o ajudam a fazer “livrinhos” com a moção e a ir “aqui e ali” para sessões de esclarecimento. Meira garante também que está a suportar a campanha pelos seus próprios meios: “Vivo do meu trabalho e, por isso, é tudo pago com o meu ordenado. Não tenho apoios financeiros”.

 

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