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ADSE. Frente Comum entrega carta reivindicativa ao Governo

ADSE. Frente Comum entrega carta reivindicativa ao Governo

José Sérgio Jornal i 23/01/2020 20:06

Sindicato garante que vai fazer o possível para que ADSE não se torne numa mutualista.

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública entregou ao primeiro-ministro, António Costa, uma carta onde exige a manutenção da gestão da ADSE na esfera pública e enquanto subsistema complementar.
 Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, acusa o Governo de querer “transformar a ADSE numa mútua”, garantindo que o objetivo da Frente Comum é impedir que isso aconteça. 

A dirigente sindical fez ainda algumas acusações: “As comparticipações estão com um atraso como nunca se viu e a desculpa é a falta de pessoal”, acrescentando que a Frente Comum estima que exista, atualmente, uma dívida de 70 milhões de euros aos beneficiários da ADSE. “É urgente a regularização dos reembolsos devidos aos beneficiários”, disse.

Na carta enviada ao primeiro-ministro, a Frente Comum destaca que “a ADSE não é um privilégio dos trabalhadores e aposentados da administração pública, pois estes financiam o subsistema quase a 100%, incluindo a totalidade dos custos do instituto público”. E relembra os descontos: “Todos os beneficiários titulares da ADSE (exceto os que têm pensões inferiores ao salário mínimo) descontam 3,5% do seu salário ou pensão, durante 14 meses por ano”.

Mas críticas vão mais longe: “A ADSE continua sob a tutela do Governo que, nos últimos anos, tem feito ‘veto de gaveta’ às propostas do Conselho Geral e de Supervisão e tem permitido o arrastamento de uma gestão destituída de estratégia, submissa aos interesses dos grandes grupos económicos de saúde, incumpridora do prazo de pagamento aos beneficiários dos reembolsos, que tem protelado o acerto de contas com os grandes grupos prestadores de serviços na área da saúde, que arrasta a atualização das tabelas bem como a admissão dos trabalhadores”.

Nesse sentido, a exigência da manutenção da gestão da ADSE na esfera pública, a integração na ADSE dos trabalhadores em contrato individual de trabalho, a urgente regularização do pagamento dos reembolsos devidos aos beneficiários e ainda o urgente acerto de contas com os grandes grupos prestadores de serviços na área da saúde, bem como a respetiva atualização de tabelas são algumas das exigências da Frente Comum presentes na carta enviada ao primeiro-ministro. 

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