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"Ainda há muito que não sabemos". OMS não declara para já novo vírus uma emergência internacional

"Ainda há muito que não sabemos". OMS não declara para já novo vírus uma emergência internacional

Marta F. Reis 23/01/2020 18:57

Comité de emergência da Organização Mundial de Saúde esteve reunido mais de sete horas. OMS recomenda aos países que estejam preparados para detetar casos e que façam o rastreio de passageiros nos aeroportos

A Organização Mundial de Saúde decidiu não declarar esta quinta-feira o surto de pneumonia atípica na China causado pelo novo coronavírus uma emergência de saúde pública de importância internacional. A reunião de peritos, que durou mais de sete horas, reforçou no entanto as recomendações aos países para que tenham preparados sistemas de deteção de casos suspeitos e façam o rastreio de passageiros à saída nos aeroportos. "Não tenham dúvidas. Isto é uma emergência na China, mas ainda não é uma emergência de saúde global", disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma conferência de imprensa transmitida pela OMS. Ghebreyesus  adiantou que, tal como na reunião de quarta-feira, o comité de emergência mostrou-se dividido sobre tomar ou não a decisão e está a acompanhar a evolução da situação ao minuto, podendo reunir-se de novo a qualquer altura.

"Sabemos que este vírus pode causar doença grave e pode matar, mas na maioria das pessoas causa sintomas ligeiros", disse o diretor-geral da OMS, acrescentando que as vítimas mortais tinham também doenças graves de base e que 15% das pessoas que contraíram o vírus até ao momento desenvolveram quadros severos. "Sabemos que existe transmissão entre humanos, mas por agora parece limitada a pequenos grupos familiares e profissionais de saúde com doentes infectados ao seu cuidado. Não há evidência de transmissão entre humanos no exterior, mas isso não quer dizer que não ocorra". 

"Ainda há muito que não sabemos. Não sabemos a origem do vírus, não compreendemos o quão rápido se espalha e não percebemos completamente as suas características clínicas ou severidade", disse ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O responsável máximo da OMS terminou a intervenção reiterando que o facto de a OMS não declarar hoje a situação na China uma emergência de saúde pública de importância internacional - declaração feita com o vírus H1N1 em 2009, com o Ébola em África ou o Zika na América Latina - não significa que não pense que a situação é séria ou que não a esteja a levar a sério. "Nada pode estar mais longe da verdade", disse.

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