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Líder do Chega considera "legítima" atuação da polícia no caso da mulher da Amadora

Líder do Chega considera "legítima" atuação da polícia no caso da mulher da Amadora

Bruno Gonçalves Jornal i 23/01/2020 11:29

"Se o Ministério Público chegar a outras conclusões, serei o primeiro a admitir que estava a errado”, prometeu.

O deputado único do Chega disse, esta quarta-feira, considerar “legítima” a atuação policial no caso que envolveu um agente da PSP e uma mulher na Amadora. André Ventura aproveitou ainda a ocasião para criticar os que "sistematicamente estão contra as forças policiais com a paranoia do racismo".

"Tudo aponta" para que "este seja um caso de atuação policial legítima”, adiantou, ontem, Ventura em declarações aos jornalistas. "Portanto, custa-nos muito ver o crescimento dos clamores de racismo em torno disto", acrescentou.

Por outro lado, o deputado do Chega diz-se capaz de reconhecer que estava enganado se no decurso da investigação ficar provado o contrário. "Se o Ministério Público chegar a outras conclusões, serei o primeiro a admitir que estava a errado”, garantiu.

Ventura sublinhou ainda que o agente policial, “que estava aliás já fora do seu horário” deu por si “em circunstâncias de extrema agressividade por parte de um cidadão, e não só, porque depois houve outros cidadãos que se juntaram contra a força policial".

O deputado defendeu também que é preciso perceber de que lado se está: "Se queremos estar do lado daqueles que sistematicamente estão contra as forças policiais com a paranoia do racismo ou se estamos do lado daqueles que nos defendem".

Quando se olha para "a história toda", vê-se "alguém que estava a incumprir regras, que tem um passado de agressividade - embora isso aqui possa não significar absolutamente nada - e que ainda reagiu mal a um polícia que já estava a acabar o seu dia de trabalho, estava fora do seu horário e alguém que decidiu intervir a bem de nós todos, a bem da nossa segurança", afirmou, deixando a questão: "Como é que a sociedade lhe responde? Racismo, violência e tortura".

O líder do Chega anunciou ainda que também vai questionar o MAI acerca do assunto. “Mas não vamos fazer questões como o BE e como o Livre, não é questões para enterrar ainda mais as agentes de segurança. Nós vamos questionar ainda hoje [quarta-feira] o MAI é porque é que ele tem faltado tanto aos agentes e às forças de segurança quando eles também são agredidos e vem a terreiro ao fim de poucas horas sempre que há uma situação que envolve um polícia e um outro cidadão".

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