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Terry Jones. O homem atrás da câmara dos Monty Python

Terry Jones. O homem atrás da câmara dos Monty Python

Jornal i 22/01/2020 13:31

Um dos fundadores dos lendário grupo de comédia Monty Python, morreu na noite de terça-feira. O comediante, realizador e argumentista tinha 77 anos.

O membro fundador dos Monty Python e realizador de A Vida de Brian e Monty Python e o Cálice Sagrado, Terence Graham Parry Jones, mais conhecido como Terry Jones, morreu na noite de terça feira. Tinha 77 anos. A notícia foi feita pela família do realizador, argumentista, ator e comediante a família que em comunicado escreveram: “Estamos profundamente tristes por termos de anunciar a morte do nosso amado marido e pai, Terry Jones”, pode se ler.
Em 2015, o Python tinha sido diagnosticado com afasia primária progressiva, uma forma de demência, algo que o afastou do olho público e que o forçou a parar de conceder entrevistas.

Esta revelação coincidiu com o anúncio, em 2016, de que os prémios Bafta Cymru (ramo galês da Academia Britânica de Artes de Cinema e Televisão, que premeia trabalhos realizados na televisão e cinema ) homenageariam Jones com uma distinção especial pelo seu legado no cinema e na televisão. O galês compareceu na cerimónia acompanhado pelo seu filho. Apesar de ainda ter usado o humor para mandar toda a audiência calar-se, foi o seu filho que tratou de agradecer o prémio num momento bastante emotivo. “Queremos agradecer a todos. Sei que é uma honra muito grande para o meu pai ganhar este prémio. As lutas que temos tido tem sido complicadas, mas estamos muito orgulhosos dele”, disse Bill Jones na cerimónia enquanto segurava o seu pai por uma mão.

Terry Jones dividiu a tarefa de realizar o primeiro filme dos Monty Python, O Cálice Sagrado, filme sobre a demanda do Rei Artur para encontrar o tesouro medieval, com Terry Gilliam, também ele fundador do grupo de comédia e realizador de filmes como Brazil ou Os Ladrões do Tempo, e ocupou esta tarefa a solo na realização de A Vida de Brian, uma comédia em que a personagem titular nasce na manjedoura ao lado de Jesus Cristo, e é lhe imposta a condição de Messias.
“Se nós os seis nos rirmos de algo, então sentimos: ‘Ok podemos avançar com isto’”, descreveu Jones sobre o espírito democrático da equipa. “Para mim, era uma questão de colocar isto no ecrã, transmitir o momento em que estávamos todos sentados a ler o guião e a rir”.

Para além da realização, também atuou nestes filmes. Algumas das suas personagens mais icónicas são a Mãe de Brian, que descreve o filho como um “very naughty boy”, numa deixa que ficará para a História, ou Sir Bedevere the Wise, cavaleiro da Távola Redonda do Rei Artur, que conduz o lógico julgamento de uma bruxa que conclui que se alguém flutua na água é porque pesa o mesmo que um pato e é feito de madeira – “and therefore... a witch!”, como concluirão os camponeses.

Para além do cinema e da televisão, em 2008 Jones teve uma passagem por Portugal, onde encenou a peça musical Evil Machines, numa colaboração com Luís Tinoco e a Orquestra Metropolitana que o levou a uma residência e exibição no Teatro São Luiz. Também realizou documentários sobre o povo egípcio, as cruzadas ou os gladiadores e escreveu livros infantis.

Os Monty Python foram formados em 1969, por John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin e Graham Chapman, que faleceu em 1989. 

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