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Rui Rio, Portugal e o PSD

Rui Rio, Portugal e o PSD

António Prôa 16/01/2020 13:09

“Escolher o líder do PSD é escolher o futuro primeiro-ministro de Portugal”.

A próxima eleição no PSD será determinante para o futuro do partido e do país. A decisão é sobre o partido que queremos, mas também sobre o país desejamos. É sobre o modelo de organização e funcionamento do partido e sobre a forma de fazer política.

Escolher o líder do PSD é escolher o futuro primeiro-ministro de Portugal. Por isso, a opção deve ser por alguém bem preparado, experiente e em quem os portugueses também confiem. Por isso a minha escolha é Rui Rio.

Acredito na atitude ponderada e séria com que Rui Rio encara o combate político, olhando, em primeiro lugar, para o interesse do país, afirmando alternativas, mas com a capacidade e a humildade de construir soluções numa base alargada que contribuam para o desenvolvimento sustentável do país.

É mais fácil e apelativo afirmar ser contra do que explicar porquê e ainda mais fácil do que expor uma análise sobre um determinado assunto. É mais “sonora” e mais “fácil” uma oposição de “bota-abaixo” do que uma atitude de estudo, de ponderação e de oposição construtiva. Mas estou certo de que as pessoas esperam dos políticos uma atitude responsável com a capacidade de analisar as propostas dos adversários pelo mérito do seu conteúdo e não pela autoria. Cabe aos políticos resistirem à tentação da superficialidade e do imediatismo, exigindo, para isso, mais tempo e mais trabalho.

Nestas eleições do PSD também está em causa a política credível e construtiva com protagonistas com qualidade, capazes de liderar pelo exemplo e responsabilidade e que resistam a respostas fáceis e a afirmações populistas. Também por isso escolho Rui Rio.

Mas esta eleição é também a oportunidade de afirmar, no PSD, a social-democracia baseada no personalismo, que defenda a liberdade individual, incentive uma sociedade civil participativa e empreendedora, promova o desenvolvimento económico de forma sustentável e com justiça social, preste atenção aos mais frágeis da sociedade e assegure o fortalecimento do papel do Estado nas suas funções nucleares, retirando-o de onde dificulta o potencial criativo da sociedade e concretizando as reformas necessárias na organização do Estado. Acredito que Rui Rio protagoniza este posicionamento político do PSD.

O próximo desafio eleitoral autárquico é fundamental para o fortalecimento do PSD. A implantação autárquica do PSD é vital para a sua afirmação no país. A recuperação da representação autárquica nas zonas urbanas – onde se concentra um número crescente de pessoas e onde se encontram os sectores mais dinâmicos da sociedade – torna imperativo o desenvolvimento de propostas que dêem resposta aos respectivos problemas e a apresentação de candidatos que tornem credíveis essas soluções. Rui Rio acrescenta a sua experiência autárquica e o sucesso que já demonstrou no exercício de funções autárquicas a este desafio, encontrando-se, por isso, em condições ímpares de liderar este processo.

Do ponto de vista da organização, o PSD deve recuperar a imagem do “partido mais português”, recuperando os sectores mais dinâmicos e empreendedores da sociedade. Para isso precisa de continuar o trabalho de verdadeira abertura à sociedade, iniciado com a criação do Conselho Estratégico. Mas tem, sobretudo, de reverter, sem cedências, o crescente enquistamento de indivíduos e de grupos que têm capturado as estruturas do partido e algumas estruturas do poder autárquico, mais preocupados em utilizá-los como instrumento de poder interno e de interesses do que em representar e defender os cidadãos. Esta situação tem contribuído para afastar os mais competentes e para descredibilizar o partido, tendo como consequência a progressiva diminuição da representação do PSD nas autarquias – um fenómeno especialmente visível na Área Metropolitana de Lisboa e na cidade de Lisboa.

A visão do partido enquanto instrumento de serviço ao país, a independência, a determinação, o desapego ao poder e o primado do serviço a Portugal, colocam Rui Rio em condições únicas de recuperar a credibilidade e a utilidade do PSD e da política ao serviço de Portugal.

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