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Bancos dão 32,6 milhões por dia para a compra de casa em novembro

Bancos dão 32,6 milhões por dia para a compra de casa em novembro

Diana Tinoco Jornal i 15/01/2020 08:41

De acordo com o BdP, desde o início do ano foram concedidos 9513 milhões em crédito à habitação.

O crédito à habitação voltou a acelerar em Portugal. Só em novembro, os bancos emprestaram 978 milhões de euros para a compra de casa. Trata-se do valor mais elevado desde junho de 2018, revelaram os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Feitas as contas, dá uma média de 32,6 milhões de euros por dia.

Este valor significa uma aceleração do crédito à habitação em Portugal, considerando os 950 milhões de euros cedidos por empréstimo e para o mesmo fim no anterior mês de outubro. Os bancos portugueses ultrapassaram a barreira dos 900 milhões de euros no que diz respeito a este crédito pelo terceiro mês consecutivo.

De acordo com o regulador, desde o início do ano e até novembro foram concedidos 9513 milhões de euros em crédito à habitação. Os valores finais referentes ao ano passado devem ser anunciados no próximo mês de fevereiro.

No caso do crédito ao consumo, os números apontam para um abrandamento do financiamento no mês analisado. Em novembro de 2019, o crédito ao consumo baixou para os 466 milhões de euros. Em outubro do mesmo ano, este montante tinha sido de 526 milhões de euros. A mesma descida verifica-se em relação ao crédito para outros fins: em novembro, este valor atingiu 224 milhões, sendo inferior ao financiamento de 226 milhões contabilizado um mês antes.

O BdP adiantou igualmente que o crédito para empresas também desceu. Em novembro do ano passado foram cedidos por empréstimo 2470 milhões de euros a empresas, menos 484 milhões face a outubro.

Os novos recordes surgem um ano depois de terem entrado em vigor as novas recomendações do regulador que têm como objetivo limitar a concessão de crédito por parte das instituições financeiras de forma a que as famílias apenas gastem metade do seu rendimento com empréstimos bancários e também que os bancos não assumam riscos excessivos nos novos créditos, garantindo que os clientes tenham capacidade de pagar as dívidas.

 

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