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Alcochete. André Pinto: "Disseram que nos matavam se não ganhássemos o próximo jogo"

Alcochete. André Pinto: "Disseram que nos matavam se não ganhássemos o próximo jogo"

Francisco Paulo Carvalho 08/01/2020 19:42

Defesa português foi hoje ouvido via Skype e relatou ameaças e agressões à equipa

André Pinto, antigo jogador do Sporting, foi ontem ouvido via Skype no tribunal de Monsanto sobre a invasão à academia de Alcochete, em 2018, e contou que a equipa foi ameaçada de morte cinco dias antes da final da Taça de Portugal. “Disseram que nos matavam se não ganhássemos o próximo jogo [final da Taça de Portugal]”, relatou o atleta, segundo a Lusa.

Durante a 18.a sessão do julgamento relativo ao ataque à academia dos leões, o defesa central, que atua agora no Al Fateh, da Arábia Saudita, explicou que no momento da invasão se encontrava no ginásio, tendo-se dirigido imediatamente ao balneário.

Aí esteve sempre lado a lado com Josip Mišic, jogador croata que entretanto foi emprestado pelo Sporting aos gregos do PAOK, e que foi o único jogador que André Pinto viu ser agredido, com um cinto. “A única agressão que presenciei foi ao Mišic, na face. Ele não falou, não gesticulou, nada. Parece-me que houve elementos que, não sendo o alvo número um, levaram por tabela”, explicou o português.

André Pinto contou que os invasores “iam à procura de Acuña e Battaglia” e que por várias vezes proferiram frases como “não merecem a camisola que vestem”.

Além disso, o defesa confirmou que na véspera da invasão houve uma reunião no Estádio José Alvalade entre o plantel, Bruno de Carvalho, elementos da direção e André Geraldes, o team manager. Nessa reunião, que já vem sendo referida por várias das testemunhas inquiridas em tribunal, o então presidente do clube disse “que o chefe da claque lhe estava a ligar para saber onde eram as casas de Acuña e Battaglia” e “houve também algum confronto com Rui Patrício e William Carvalho”.

Durante a tarde, foi a vez de Mário Monteiro, preparador físico da equipa técnica de Jorge Jesus, ser ouvido. Contou que, numa reunião, Bruno de Carvalho disse ter evitado “uma catástrofe” porque, “depois do jogo da Madeira, as claques queriam as moradas dos jogadores” e que as tinha acalmado. O então presidente do Sporting terá mesmo dito: “Vocês nem sonham o que estava a ser preparado”.

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