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PSD quer ouvir ministra da Saúde e dez entidades acerca das agressões a médicos

PSD quer ouvir ministra da Saúde e dez entidades acerca das agressões a médicos

João Porfírio Jornal i 03/01/2020 17:49

No comunicado, o partido considera que “a crescente violência contra profissionais de saúde” é consequente do “estado de autêntica falência funcional em que se encontra o SNS”. 

O PSD enviou um requerimento à presidente da comissão parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos, onde pedem uma audição da ministra da Saúde e de mais dez entidades do setor, sobre o tema das agressões a médicos.

Para além de requererem a audição a Marta Temido, os deputados Ricardo Baptista Leite e Álvaro Almeida solicitam ainda a audição da Direção-Geral da Saúde, da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), da Ordem dos Médicos(OM) , da Ordem dos Enfermeiros (OE) , do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor) e da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

O pedido dos sociais-democratas prende-se com as três agressões mais recentes a médicos, tendo duas destas ocorrido no Centro Hospitalar de Setúbal e outra no Centro de Saúde de Moscavide, em Lisboa.

No comunicado emitido esta sexta-feira, o partido considera que “a crescente violência contra profissionais de saúde” é consequente do “estado de autêntica falência funcional em que se encontra o SNS”. O PSD considera ainda que, para além de estes episódios causarem “alarme social”, põem também em causa a “confiança e mesmo a segurança dos profissionais e dos utentes do SNS”.

O partido considera ainda “urgente” a realização destas audições, de forma a obter “uma informação detalhada, rigorosa e atualizada sobre as reais condições de segurança dos profissionais do SNS”.

No primeiro semestre do ano passado foram registados, segundo dados disponibilizados pela DGS, mais de 600 incidentes de violência contra profissionais de saúde. A maioria dos dados, citados pelo Jornal de Notícias, revelam que a maioria das notificações estavam relacionadas com assédio moral ou violência verbal.

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