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Como do escudo ao euro os preços voaram

Como do escudo ao euro os preços voaram

Carlos Diogo Santos 30/12/2019 21:54

Se os turistas não sentiram a inflação, os portugueses sofreram e muito na pele.

Já lá vão quase 20 anos desde que no interior das carteiras dos portugueses estavam (ou não) escudos. Desde aí, Portugal aderiu à moeda única, ao Euro e, apesar das medidas tomadas para que não houvesse especulação, muito mudou na vida dos portugueses, como foi o caso do preço de vários bens e serviços. Aqui ficam alguns exemplos:

 

Café

Custava 50 escudos, o equivalente a 25 cêntimos. Agora custa 50 cêntimos, o equivalente a 100 escudos. Duplicou. Na altura, a explicação dada para este aumento foi de que facilitava os pagamentos na nova unidade monetária, criando preços convenientes cujo último algarismo terminasse em zero.

 

Gasolina

Um litro custava, em média, 172 escudos, o equivalente a 86 cêntimos. Hoje o preço médio é de 1,469 euros, o que corresponde a quase 300 escudos. Os combustíveis quase duplicaram e quem sofre é o depósito do carro e a sua carteira. Se no início do século conseguia comprar seis litros com 1000 escudos, hoje com esse mesmo valor consegue apenas comprar três.

 

Transportes

Andar de transporte próprio ficou mais caro, mas não pense que os transportes públicos não acompanharam o crescimento. No início dos anos 2000 um bilhete de metro custava 100 escudos, o equivalente a 50 cêntimos, enquanto nos dias de hoje um bilhete custa 1,50 euros (300 escudos). Andar de metro ou de autocarro hoje é três vezes mais caro do que há 20 anos.

 

Tabaco

O café não é o único vício que os portugueses viram aumentar o preço. Se há 20 anos um maço de tabaco custava em média 370 escudos (1,85 euros), hoje terá que desembolsar mais do dobro para comprar o mesmo maço, uma vez que em média estes custam 4,80 euros (960 escudos). Hoje precisaria quase de uma nota de mil escudos para comprar um maço de tabaco.

 

Comida

O Big Mac é um dos hambúrgueres mais populares de todo o mundo e é usado pelo jornal britânico The Economist como indicador simples do poder de compra individual de cada país. Segundo o indicador, este famoso alimento custava cerca de 2,50 euros há 20 anos (500 escudos), enquanto hoje esse mesmo hambúrguer custa 3,90 euros (780 escudos).

 

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