7/4/20
 
 
Vítor Rainho 30/12/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

O ódio de Louçã e da esquerda caviar à democracia

Quando o sorteio que escolhe qual o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal fica com determinado processo, se o nome escolhido for o de Ivo Rosa, essa esquerda ressabiada bate palmas, sempre que o nome sorteado é o de Carlos Alexandre cai o Carmo e a Trindade. 

Francisco Louçã, ilustre membro do Conselho de Estado e do Conselho Consultivo do Banco de Portugal – além de fundador do Bloco de Esquerda –, decidiu dar corpo e voz à última luta da esquerda caviar, que depois da defesa cega a Maria Flor Pedroso, ex-diretora da RTP, escolheu o juiz Carlos Alexandre como alvo. Uma esquerda que nunca perdoará ao juiz que “liderou” a Operação Marquês, entre outras, ter determinado a prisão de José Sócrates. Mas vamos aos factos. Muito antes de Carlos Alexandre ter ficado com a fase de instrução do caso de Tancos, já dois procuradores tinham pedido que o primeiro-ministro e o Presidente da República fossem ouvidos no inquérito. A ousadia desses procuradores custou-lhes o lugar e foram à vida, pois o superior hierárquico não gostou que a opinião pública soubesse das suas intenções. Quando o sorteio que escolhe qual o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal fica com determinado processo, se o nome escolhido for o de Ivo Rosa, essa esquerda ressabiada bate palmas, sempre que o nome sorteado é o de Carlos Alexandre cai o Carmo e a Trindade. Mas vamos ao ataque descabelado e ressabiado de Louçã a Carlos Alexandre. Diz o ex-trotskista, apoiante de todos os países totalitários com sabor a esquerda, que o juiz tem motivações políticas e que é uma afronta querer ouvir presencialmente o primeiro-ministro. “Onde é que já se viu tal afronta”, rosna Louçã. Mas o homem que também fundou o Partido Socialista Revolucionário (PSR) incomoda-se muito com o que dizem de Carlos Alexandre nas redes sociais e que este não se demarca de tais apoios: “É num site do Facebook de apoio ao juiz Carlos Alexandre que estão algumas dezenas de milhares de seguidores do Chega e outros grupos de extrema direita. Eu creio que isso nunca foi suficiente para ele manifestar alguma distância em relação a esse tipo de matérias”. Mas agora um juiz tem de andar a demarcar-se do que dizem tantos portugueses, independentemente de serem do Chega, do PSD, do PS ou do PCP? É que no caso de José Sócrates, quem parece ainda não ter acordado do pesadelo é precisamente a esquerda caviar de Louçãs e afins, já que até a maioria dos socialistas condena a vida do antigo primeiro-ministro que viveu, oficialmente, à custa de empréstimos de milhares ou milhões de euros de um amigo. 

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