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BdP assume que cobrança de MB Way pode não ter sido um passo "muito avisado"

BdP assume que cobrança de MB Way pode não ter sido um passo "muito avisado"

Jornal i 13/12/2019 15:28

A legitimidade das cobranças é justificada por haver “realmente uma prestação de um serviço”.

Luís Máximo dos Santos admitiu, esta segunda-feira, que a passagem de um serviço gratuito para pago pode não ter sido “um passo muito avisado”, porém, garante que a cobrança “é legítima”.

Numa audição na Comissão de Orçamento e Finanças, no parlamento, o vice-governador do Banco de Portugal (BdP) explicou que “este é um daqueles casos em que pode não ter sido, se calhar, digamos, um passo muito avisado em termos de perceções”. A legitimidade é justificado por haver “realmente uma prestação de um serviço”.

Luís Máximo dos Santos explicou aos deputados que tem que haver distinção entre o acesso “pela ‘app’ [aplicação] do banco, ou o acesso fora da ‘app’ do banco’”, tendo em conta que quando é feita através do banco as comissões são menores, o que, na opinião do vice-presidente do BdP “é razoável, porque estão a estimular o seu próprio produto”.

Na audição foi ainda discutida a diversidade do mercado das comissões e transferências bancárias, onde o cliente “pode escolher”, já que “há umas a zero, outras mais elevadas”, dependo em função das transferências serem entre o mesmo branco ou bancos distintos.

Depois de a Associação Portuguesa de Bancos (APB) ter dito, numa audição parlamentar anterior, que não deveria ser introduzida uma nova limitação na cobrança das comissões da aplicação, Catarina Cardoso voltou a reforçar, esta sexta-feira, a mesma ideia.

“Aquilo que a APB advoga é que não deve haver qualquer tipo de intervenção legislativa em cima daquelas que nós já temos, que altere e que crie mais condicionantes à capacidade que os bancos têm de fixar livremente os preços dos serviços que prestam", esclareceu a diretora-geral da APB.

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