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Bancos deram mais de 30 milhões em outubro para a compra de casa

Bancos deram mais de 30 milhões em outubro para a compra de casa

Jornal i 10/12/2019 13:06

Bancos deram 943 milhões de euros para o crédito à habitação. Também crédito ao consumo subiu. 

Os bancos voltaram a abrir os cordões à bolsa no que diz respeito à concessão de crédito à habitação. Só em outubro, as instituições financeiras deveram 943 milhões de euros para a compra de casa. Um aumento face aos 915 milhões de euros concedidos um mês anos, revelam os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Feitas as contas, os bancos emprestaram mais de 30 milhões por dia só para o crédito à habitação.

De acordo com os dados do regulador, no acumulado do ano foram concedidos mais de 8522 milhões de euros com este fim. 

Também no segmento de crédito ao consumo, as novas operações registaram um aumento em outubro. Ao todo os bancos emprestaram 526 milhões de euros, um aumento face aos 462 milhões de euros concedidos em setembro. Uma tendência contrário em relação aos créditos para outros fins que registou uma redução de 284 milhões de euros, em setembro para 226 milhões de euros, em outubro.

Já o crédito às empresas também aumentou, em outubro. As novas operações para sociedades não financeiras totalizaram 3040 milhões de euros, mais 524 milhões de euros que os 2516 emprestados em setembro. 

Regras apertadas

Este aumento do crédito ao consumo continua a ocorrer, mesmo com a entrada em vigor das novas regras do Banco de Portugal em junho. A ideia da entidade liderada por Carlos Costa é simples: limitar a concessão de crédito por parte das instituições financeiras de forma a que as famílias apenas gastem metade do seu rendimento com empréstimos bancários e também que os bancos não assumam riscos excessivos nos novos créditos garantindo que os clientes tenham capacidade de pagar as dívidas. E essas restrições aplicam-se tanto no crédito ao consumo como no crédito à habitação. 

Para já, as regras sobre a limitação de crédito são apenas uma recomendação – ainda que os bancos que não as cumpram tenham de explicar porque não o fazem. Mas em maio, na Assembleia da República o governador avisou que se os bancos não as respeitarem, as regras poderão passar de recomendações a ordens vinculativas.

 

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