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CDS quer diminuir número de voos em Lisboa. “A câmara não pode ficar indiferente”

CDS quer diminuir número de voos em Lisboa. “A câmara não pode ficar indiferente”

Bruno Gonçalves Jornal i 10/12/2019 09:26

Partido quer que haja uma redistribuição dos voos entre a Portela e o novo aeroporto.

O CDS apresentou ontem uma proposta à Câmara Municipal de Lisboa com o objetivo de diminuir, de forma faseada, o número de voos na capital, recorrendo ao novo aeroporto, que deverá ser construído nos próximos anos.

Na proposta, a que o i teve acesso, o CDS defende que a autarquia deve, antes do mais, “obter, junto da ANAC [Autoridade Nacional de Aviação Civil] e da ANA [concessionária dos aeroportos], a garantia do cumprimento da lei na restrição de movimentos aéreos no período noturno por forma a minimizar de imediato os enormes impactos negativos da atividade aeroportuária junto dos residentes e demais população (hospitais, escolas e empresas, entre outros) da zona de influência do aeroporto da Portela”. Ao i, o vereador do CDS da Câmara Municipal de Lisboa João Gonçalves Pereira defendeu que a autarquia deve ter uma posição em relação a este assunto: “A câmara, embora não tenha a tutela desta área, não pode ficar indiferente e deve assumir uma posição sobre esta questão”.

O CDS quer também que “durante o período decorrente entre a expansão da Portela e a conclusão da obra da nova infraestrutura aeroportuária seja garantida a redistribuição dos movimentos aéreos existentes e não seja permitido o seu aumento para níveis superiores aos limites atuais”. 

“Entendemos que o Aeroporto Humberto Delgado é um ativo para Lisboa, para a cidade, para a economia do país e para o turismo. É positivo manter esta infraestrutura. Mas entendemos que esta infraestrutura deve ter menos pressão em termos de movimentos aéreos”, explica João Gonçalves Pereira, considerando que a câmara deve fazer pressão sobre a ANA e a ANAC para que seja cumprida a lei em matéria de restrição dos voos no período noturno.

Após o início das operações no novo aeroporto, o CDS quer que “seja desenvolvido e implementado um plano de redução dos movimentos aéreos diários por forma a minimizar os impactos e riscos inerentes à atividade do aeroporto na capital”. Aliás, caso a construção do novo aeroporto não esteja concluída até ao final de 2023, o partido pede que “seja restabelecido o limite máximo de movimentos diários anterior à expansão do aeroporto da Portela”.

“A razão da proposta prende-se com três consequências que advêm do crescimento no número de movimentos aéreos na cidade: o impacto naquilo que é o risco de acidente - quanto mais movimento, maior o risco de acidente -, o aumento do ruído e o aumento da poluição”, explica ao i o vereador da autarquia. “Não queremos que se acabe com o aeroporto da Portela, que é uma mais-valia para a cidade e para o país, mas sim que haja uma redução da pressão em Lisboa e uma redistribuição dos movimentos entre as duas infraestruturas aeroportuárias”, acrescenta.

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