25/9/20
 
 
Abílio Martins Ferreira 06/12/2019
Abílio Martins Ferreira
Cronista

opiniao@ionline.pt

WavEC - um referencial do Offshore marítimo

(Projetos âncora, uma estratégia para potenciar a aquacultura e a energia offshore, setores económicos com enorme potencial e para os quais já adquirimos as competências necessárias para o seu sucesso)

O seminário anual da WavEC, este ano com o tema “Marine Renewable Energy and Offshore Aquaculture”, é um momento que permite aos atores do mar, e não só, aperceberem-se das potencialidades, oportunidades, investigações e inovações que representam as atividades, energia e aquacultura offshore, na ação para o desenvolvimento da Economia Azul no “Mar português”.  

Esta, e outras Instituições portuguesas de conhecimento, ensino, I&D e de consultadoria são de facto reconhecidamente de mérito, e têm desenvolvido ao longo do tempo um trabalho extraordinário no apoio e promoção destas atividades offshore, em particular na energia e aquacultura.

O evento foi organizado no Museu do Oriente, e contou com o apoio da embaixada da Noruega, um dos países que mais promove de forma eficaz e eficiente ações de política pública no apoio ao desenvolvimento da Economia Azul. 

É pois, sempre um momento especial para destacar a importância das atividades marítimas offshore e do que podem oferecer ao desenvolvimento sustentável económico, social, ambiental e do conhecimento, em particular:

A Aquacultura offshore, atividade económica inovadora pode vir a representar uma oportunidade para o “Mar português”. Uma boa ação de política pública ajudará certamente a desenvolvê-la e fortalece-la, criando melhores condições para suprir a tradicional insuficiência de captura e produção de pescado face às necessidades de consumo dos portugueses, e contribuir ainda para mitigar o desastre ambiental e social, por um lado evitando o esgotamento de espécies piscícolas, e por outro oferecendo uma atividade laboral alternativa aos pescadores tradicionais.

Outro forte contributo será certamente para a propalada e necessária transição energética, os atores económicos, de governança, e da academia, podem certamente contribuir de forma significativa, através do conhecimento de mérito e de alguns projetos já existentes no âmbito da energia offshore das ondas, eólica, solar, e ou da produção de hidrogénio, fortalecendo o posicionamento estratégico do “Mar português”, mas para tal devem ser ancorados numa excelente ação de política pública devidamente concertada, cooperante e apoiada.

São de realçar as palavras dos Ministros do Mar e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presentes na sessão de abertura do seminário, da importância de se criarem condições para o surgimento de projetos interdisciplinares e complementares de energia e aquacultura offshore, e que oportunamente já defendi nesta coluna (artigo publicado no Jornal I em 08 de junho 2018, com o título “Projetos-âncora - elo agregador para o mar português”).

É pois certamente uma prioridade da política pública do Mar e da Ciência e Tecnologia fazer convergir, estruturando e agregando projetos âncora, interdisciplinares, agregadores, capazes de envolver diversos atores do setor público, privado e da academia, gerando sinergias e impulsionando o que de melhor o país pode fazer no Mar. 

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