24/1/20
 
 
Polícia indiana mata suspeitos de violação durante reconstituição do crime

Polícia indiana mata suspeitos de violação durante reconstituição do crime

Dreamstime Jornal i 06/12/2019 12:22

Morte de jovem de 27 anos, depois de violação coletiva, no mês passado, gerou manifestações à porta da esquadra, em Hyderabad. No parlamento nacional, há quem defenda que os suspeitos deveriam ter sido "linchados em público" e quem questione o "objetivo de ter tribunais, polícia e lei".

A polícia indiana anunciou, esta sexta-feira, ter matado quatro homens que estavam acusados de violação coletiva e assassínio de uma veterinária de 27 anos.

Um dos quatro suspeitos, terá, durante a reconstituição do crime, que decorreu na noite de quinta-feira, tentado apreender a arma de um dos guardas, na tentativa de fuga, porém, os quatro “foram mortos num fogo cruzado”. O vice-comissário da polícia de Hyderabad, Prakash Reddy, explicou que ainda que foi pedida ajuda médica, “mas eles morreram antes da chegada da ajuda médica”.

Os homens eram acusados de violar e assassinar uma mulher de 27 anos, no mês passado. O corpo da mulher terá ainda sido carbonizado.

Segundo a polícia, a vítima foi sequestrada no dia 27 de novembro pelos quatro homens, que, depois de lhe perfurarem os pneus, se ofereceram para a ajudar. A vítima ainda terá ligado à irmã mais nova, contando o que se tinha passado e revelando que estava “assustada”. Quando a irmã tentou telefonar de novo, o telemóvel já estava desligado.

Os restos carbonizados da mulher foram descobertos na manhã seguinte, numa ponte. O corpo terá sido colocado num cobertor e regado com gasolina antes de ser queimado.

Os homens foram detidos na semana passada, e a polícia dispersou centenas de manifestantes que tentaram entrar na esquadra onde se encontravam os quatro homens.

Segundo a agência Reuters, a irmã da vítima terá agradecido à polícia. "Penso que este será um exemplo e ninguém pensará em fazê-lo. E acho que isto foi em tempo recorde", disse.

Apesar de a ex-atriz Jaya Bachchan, membro do parlamento nacional ter defendido que os suspeitos deviam ser "linchados em público", o deputado Maneka Ghandi garantiu que "a justiça não pode ser feita pelas próprias mãos". "Os tribunais iam ordenar que fossem enforcados. Se os matam com armas antes de o processo decorrer, qual é o objetivo de ter tribunais, polícia e lei?", questionou.

De acordo com os últimos dados oficiais, mais de 33 mil violações foram registadas na Índia em 2017. Em mais de 10 mil destes casos as vítimas eram menores de idade.

 

 

 

 

 

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×