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PSP, GNR e Governo reuniram, mas não ficou nada decidido

PSP, GNR e Governo reuniram, mas não ficou nada decidido

Miguel Silva Jornal i 05/12/2019 21:42

Os sindicatos da PSP e GNR estiveram esta quarta-feira reunidos com o Governo. O objetivo era discutir a atualização das remunerações, mas o encontro ficou aquém das expectativas.

 

Os sindicatos da PSP e da GNR estiveram esta quarta-feira reunidos com Antero Luís, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna. Deste encontro não resultou nenhuma medida em concreto e apenas ficaram agendadas as próximas reuniões entre Governo e estruturas sindicais.

O objetivo dos sindicatos da PSP e da GNR era discutir a revisão e atualização das remunerações, mas este assunto não chegou sequer a ser discutido. Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), disse mesmo à Lusa que a reunião ficou “aquém das expectativas”.

A próxima reunião ficou marcada para o dia 12 de dezembro e os sindicatos têm vários assuntos em agenda. Um deles refere-se à atribuição de um subsidio de risco para os profissionais - uma medida, aliás, aprovada em Assembleia da República no ano passado. Paulo Rodrigues aponta a falta de vontade do Governo em falar sobre esta questão e afirma que, caso não seja discutida, será um “desrespeito” pela classe.

Equipamentos, carros, infraestruturas, condições de trabalho e falta de profissionais na área são ainda outros assuntos que os sindicatos querem ver esclarecidos nas próximas reuniões. 

 

Devolução de suplementos

Outro dos assuntos que será discutido na próxima reunião é a devolução dos valores cobrados indevidamente nos suplementos de férias destes profissionais. Em 2011, a ASPP/PSP avançou com uma ação em tribunal para obrigar ao pagamento desses suplementos e, em 2018, o Suprema Tribunal Administrativo decidiu que o Estado teria de pagar os valores cobrados indevidamente.

O Governo quer agora pagar os valores de forma faseada durante quatro anos - 20% em 2020, 20% em 2021 e 30% nos dois anos seguintes. Os sindicatos não aceitam esta proposta, mas estão disponíveis para negociar um pagamento faseado durante menos tempo. No total, cada profissional deverá receber cerca de 3500 euros brutos.

A próxima reunião está marcada já para a próxima semana, e os restantes encontros entre tutela e sindicatos deverão acontecer até ao dia 5 de maio do próximo ano. Em janeiro, segundo Antero Luís, está prevista a discussão dos suplementos remuneratórios.  

 

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