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Cigarros eletrónicos. Entidades portuguesas alertam para risco de doenças pulmonares

Cigarros eletrónicos. Entidades portuguesas alertam para risco de doenças pulmonares

Jornal i 05/12/2019 21:05

Num comunicado conjunto, as entidades citam casos graves que se têm vindo a passar nos Estados Unidos, onde vários estados já proibiram os cigarros eletrónicos, e, no caso do caso do estado de Massachusetts, a venda de cigarros aromatizados.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SIDAC) alertaram, esta quinta-feira, para o facto de a doença pulmonar crónica estar associada à utilização de cigarros eletrónicos ou “vaping”.

Num comunicado conjunto, as entidades citam casos graves que se têm vindo a passar nos Estados Unidos, onde vários estados já proibiram os cigarros eletrónicos, e, no caso do caso do estado de Massachusetts, a venda de cigarros aromatizados.

No documento, a DGS e a SIDAC recomendam que cigarros eletrónicos, com ou sem nicotina, não devem ser usados, particularmente por jovens, jovens adultos ou grávidas. As entidades alertam ainda para o facto de os fumadores não deverem voltar a usar o tabaco tradicional, caso fumem cigarros eletrónicos.

"Esta situação tem vindo a ser discutida a nível da Comissão Europeia, em termos de avaliação e gestão de risco e eventuais medidas a adotar", pode ler-se no documento.

Nos Estados Unidos, já foram identificados, pelo menos, 2290 casos de doença pulmonar grave, incluindo 47 mortes. Casos semelhantes estão a começar a ser identificados no Canadá, Filipinas, Bélgica e Suécia.

“Embora a investigação destes casos não esteja concluída”, explica o documento, “o acetato de vitamina E, o canabidiol e outros derivados de canábis, e o diacetil parecem ser susbtâncias associadas a estas lesões pulmonares”, substâncias estas que se encontram nos líquidos utilizados em cigarros eletrónicos.

É também aconselhado aos utilizadores que não comprem líquidos para os cigarros eletrónicos fora dos circuitos legais e que não adicionem substâncias aos líquidos existentes no mercado.

Os sintomas podem desenvolver-se nos dias seguintes às utilizações ou mesmo semanas depois, devendo os consumidores “estar atentos e procurar um médico imediatamente se desenvolverem os seguintes sintomas: tosse, falta de ar, dor no peito, febre, calafrios, náuseas, vómitos, dor abdominal ou diarreia".

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