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Luís Montenegro garante que “sobretudo os eleitores que não são do PSD, preferem o doutor Rui Rio".

Luís Montenegro garante que “sobretudo os eleitores que não são do PSD, preferem o doutor Rui Rio".

Bruno Gonçalves Jornal i 04/12/2019 21:16

Rui Rio lamentou que o legado do PSD esteja "um bocado perdido".

Rui Rio lamentou, esta quarta-feira, no dia em que se assinalam os 39 anos da morte do fundador do então Partido Popular Democrático, que o legado de Sá Carneiro esteja “um bocado perdido”.

Em declarações aos jornalistas, o recandidato à liderança do Partido Social Democrata (PSD), assumiu que não voltou a “encontrar ninguém na política nacional” com quem se identificasse como com Francisco Sá Carneiro, tendo entrado, na prática, para o “partido do doutor Sá Carneiro”.

Quando questionado sobre se sentia o peso do legado, Rui Rio respondeu que, “infelizmente”, não. “Já se passaram tantos anos e eu vejo hoje tanta gente mesmo dentro do partido a falar do doutor Sá Carneiro sem saber bem o que diz, portanto, infelizmente, o legado já está um bocado perdido", explicou à entrada da missa, na Basílica da Estrela.

Ainda assim, o presidente do PSD confessou que, dentro daquilo que está ao seu alcance, um dos seus objetivos passa por recuperar esse legado.

Também Luís Montenegro esteve presente na missa evocativa. O também candidato à liderança do partido explicou que, para o debate desta noite, entre os três candidatos, leva as mesmas expetativas que o trouxeram à missa. 

Minutos antes, chegou à Basílica da Estrela o também candidato Luís Montenegro e quando questionado sobre o debate televisivo que esta noite junta, pela primeira vez, os três nomes que concorrem à liderança do PSD, respondeu que tem uma "expectativa semelhante àquela" que o trouxe a esta missa evocativa. “Nós estamos aqui a evocar o nosso fundador, Francisco Sá Carneiro, que foi sempre um homem frontal, um homem sem papas na língua, um homem que disse sempre o que pensava, nem sempre foi consensual no PSD, e também foi um homem que quis, a partir do nosso PPD na altura e depois PSD, apresentar um projeto diferenciador para a governação do país, para a interação com a sociedade portuguesa, do PS. E são precisamente com essas expectativas que eu estou aqui, à entrada para esta missa evocativa e também vou daqui a pouco para o debate com os meus companheiros de partido", comparou.

Uma sondagem divulgada esta quarta-feira mostrava Rui Rio à frente das preferências para a liderança do PSD. Montenegro afirmou não ter “dúvidas de que, sobretudo os eleitores que não são do PSD, preferem o doutor Rui Rio".

 Miguel Pinto Luz, também candidato à liderança do partido, não esteve presente na missa evocativa, justificando que, não tendo por hábito fazê-lo em anos anteriores, entendeu que o facto de estar na corrida eleitoral não era justificação para o fazer. O candidato divulgou hoje um vídeo em memória de Sá Carneiro, no qual assume que "as gerações mais novas conhecem mal a pessoa do fundador". "Eu costumo dizer que o PSD é liberdade, dinamismo e ousadia. Assim também era Sá Carneiro. Foi livre quando criou este partido, que começou por se chamar PPD, unindo gente tão diferente: estudantes, profissionais liberais, pequenos e grandes proprietários, agricultores, republicanos, maçons, intelectuais, gente ligada à Igreja, como ele próprio era", explica, no vídeo em memória do fundador.

Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro, morreu a 4 de dezembro de 1980, na sequência da queda do avião Cessna quando partiram de Lisboa para um comício de campanha no Porto. No mesmo avião seguiam Adelino Amro da Costa, na altura ministro da Defesa, Snu Abecassis, Manuela Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.

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