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Frederico Morais sagra-se campeão do circuito WQS

Frederico Morais sagra-se campeão do circuito WQS

Pedro Mestre Jornal i 03/12/2019 17:24

"Não podia pedir melhor maneira de terminar o ano de 2019"

Tem sido nos últimos anos o rosto maior do surf português e esta terça-feira voltou a fazer história: Frederico Morais sagrou-se campeão do circuito mundial de qualificação (WQS) de 2019, após terminar a 57.ª e última prova, o Vans World Cup of Surfing, no Havai.

O cascalense, de 27 anos, somou 26,400 pontos, mais 2,600 e 3,200 do que os brasileiros Jadson André e Yago Dora, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Este triunfo trata-se de um feito inédito uma vez que esta é a primeira vez que a prova é conquistada por um surfista luso.

Recorde-se que há cerca de uma semana Kikas já tinha feito história ao vencer a penúltima prova do ano do circuito de qualificação (QS10000 de Haleiwa, no Havai) – altura em que assegurou, recorde-se, o regresso ao circuito mundial (WCT) de 2020.

Frederico Morais fecha o ano com três provas conquistadas neste circuito, o Hawaiian Pro (10,000 pontos), o Azores Airline Pro (6,000) e o Pro Santa Cruz (3,000) e sucede desta forma ao japonês Kanoa Igarashi como vencedor do WQS.

Além disso Kikas garantiu, em setembro, uma vaga para Portugal na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao ser o melhor europeu nos Mundiais.

A temporada 2019 pode encerrar com novo triunfo uma vez que ainda há hipóteses de o surfista do Guincho vencer a Triple Crown havaiana, dependendo esta vitória do desempenho que obtiver no Pipe Masters (com período de espera entre 8 e 20 de dezembro), a etapa final do WCT 2019, onde já está garantido como suplente.

Este ano, e embora sempre como suplente da elite, o luso já disputou seis campeonatos, tendo como melhor resultado a chegada às meias-finais no Oi Rio Pro (Brasil). No que respeita ao circuito mundial, este trata-se de um regresso à prova, onde competiu como membro efetivo já em 2017 e 2018, quando terminou nos 14.º e 23.º lugares, respetivamente.

Foi, aliás, ainda durante o seu ano de rookie (estreante) que o cascalense deu que falar ao tornar-se o primeiro português de sempre a atingir a final de uma etapa do World Tour, no caso o Open J-Bay, na África do Sul. 

Até aqui, o melhor resultado de um luso pertencia a Tiago (Saca) Pires, quando este havia sido terceiro classificado no Rip Curl Pro Search, em Bali, em 2008, no Quiksilver Pro France, em Hossegor, em 2009, e no Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália, em 2011.

"Não podia pedir melhor maneira de terminar o ano de 2019", comentou o português. "Tem sido o trabalho de uma vida, porque isto é a minha vida, a minha paixão. Não há sonhos impossíveis, não há metas inalcançáveis. Há mais trabalho, mais dedicação e mais vontade, o resto, a vida trás de volta. Eu sei que me repito, mas eu quero mesmo agradecer a todos o apoio, eu leio as mensagens, eu vejo as pessoas na praia, às vezes debaixo de chuva, e agarro-me a tudo isso, transformo tudo isso em mais motivação para retribuir o orgulho e a confiança que têm em mim", sentenciou.

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