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Aquecimento. Veja as melhores opções e as mais económicas

Aquecimento. Veja as melhores opções e as mais económicas

Dreamstime Sónia Peres Pinto 02/12/2019 23:22

A localização da casa é um fator a ter em conta no momento da escolha. O mesmo acontece com a tipologia do imóvel: quanto maior for, maiores serão as necessidades energéticas. A partir daí, tenha atenção redobrada aos custos de cada opção.

O consumo energético dispara com a chegada do frio e, com ela, a fatura da eletricidade também sobe. Esta fórmula aplica-se todos os anos e o recurso a soluções de aquecimento entra na rotina da maioria dos portugueses. As ofertas disponíveis no mercado são as mais variadas e também apresentam custos diferentes. Podem oscilar entre os 60 e os 123 euros por ano para custos totais energéticos a dez anos.

A verdade é que escolher o aparelho ideal e saber usá-lo com eficácia permite poupar na fatura da luz. No entanto, nem sempre é fácil saber qual é o sistema que fica mais económico. Os aparelhos de ar condicionado do tipo inverter são, sem dúvida, o sistema de eleição: além de mais económicos e eficientes, proporcionam um grande conforto térmico quer de inverno, quer de verão. Em contrapartida, os custos de instalação desta solução podem não estar ao alcance de todos e só ao quarto ano é que podem ser considerados a alternativa mais económica.

 

Aparelhos mais baratos

Daí ser natural que a escolha dos portugueses recaia em opções mais baratas no momento de aquisição do aparelho. Por isso mesmo, os aquecimentos portáteis ganham grande importância e são usados por 41% da população. Para quem considera que esta é a melhor modalidade, o termoventilador pode representar a melhor escolha porque apresenta um consumo menor. A explicação é simples: o preço mais reduzido e a portabilidade são as grandes vantagens; não exigem grande investimento nem manutenção e conseguem aquecer rapidamente uma divisão.

Dentro desta família, os termoventiladores e os convectores são uma solução para aquecer a casa. Mas nem tudo são boas notícias: o cenário arrefece na hora de fazer contas ao consumo (ver dicas ao lado).

Outra solução passa pelo ar condicionado portátil. Mas, de acordo com a Deco, não é a melhor aposta. “Devido aos custos de aquisição elevados, conjugados com as baixas eficiências (muito menores do que a solução fixa), o ruído elevado e o baixo conforto, não recomendamos os aparelhos de ar condicionado portáteis”, diz.

 

Formas mais tradicionais

Mas nem todos os aparelhos de aquecimento representam um aumento da fatura da luz e há quem continue a preferir as lareiras em detrimento das outras soluções. Avaliando os custos, uma lareira a lenha funciona através da queima de madeira, que é facilmente acessível e barata, apesar de termos vindo a assistir a aumentos dos preços nos últimos anos. No entanto, ela implica a organização de um espaço de armazenamento dos materiais até à sua utilização e o manuseamento dos mesmos na altura de pôr a lareira a funcionar.

O certo é que a queima de madeira permite a obtenção de temperaturas mais altas de uma forma mais rápida que qualquer outra fonte de abastecimento. Mas também é verdade que, devido à necessidade de existência de uma chaminé (para escoamento de fumos e partículas nocivas produzidas), grande parte do calor acaba por não ser aproveitado, escapando assim para o exterior.

Caso procure uma solução mais eficiente, opte por adquirir um recuperador de calor. Este é um sistema de aquecimento muito semelhante às lareiras no sentido em que utiliza lenha e pellets como combustível; contudo, apresenta rendimentos muito superiores, uma vez que a combustão dos materiais é utilizada para gerar calor que será depois recuperado, a fim de ser reutilizado.

 

Outras poupanças

A verdade é que há medidas que pode tomar e que apresentam custo zero. “É muito comum ocorrer um sobreaquecimento inútil da divisão. Evite deixar os aparelhos a funcionar durante longos períodos sem controlo. Caso sinta que a temperatura começa a ser excessiva, desligue o modelo ou reduza a regulação do termóstato de modo que o aparelho pare ou se desligue”, aconselha a associação.

Não se esqueça que, a par da zona do país, também a área da casa e o tipo de construção influenciam a decisão. “A localização da casa, por exemplo, é um fator de peso no funcionamento global do sistema de aquecimento. É bem diferente viver no norte do país, onde os invernos são mais rigorosos, de viver no sul, onde a temperatura é mais amena. Ter um apartamento ou uma moradia é também um elemento importante. Em regra, as vivendas têm áreas e tipologias maiores e, por isso, as necessidades energéticas podem ser distintas”, refere a Deco.

 

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