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Salgado admite que 'não havia necessidade de ocultar nada'

Salgado admite que 'não havia necessidade de ocultar nada'

José Sérgio Rita Pereira Carvalho 27/11/2019 09:23

Ao Tribunal da Concorrência, Ricardo Salgado negou qualquer intenção de ocultar operação de compra de ações da ESFG.

Ricardo Salgado, antigo presidente do BES, negou ontem ao Tribunal da Concorrência qualquer intenção ou interesse de omitir a compra de ações por parte do grupo Alves Ribeiro. Estas alegações referem-se a uma operação de 2012 - aquando do aumento de capital da Espírito Santo Finantial Group (ESFG). 

A primeira sessão do julgamento do recurso interposto por Ricardo Salgado à condenação do Banco de Portugal decorreu ontem. Recorde-se que em julho o ex-presidente do BES foi condenado ao pagamento de 75 mil euros e acusado de prestar falsas declarações - facto que quis desmentir na sessão de ontem.

O antigo presidente do BES e ex-líder dos Grupo Espírito Santo (GES) referiu que “não havia necessidade de ocultar nada”, já que os limites nacionais e internacionais do rácio de solvência foram sempre cumpridos. E, para provar que não omitiu a compra de ações, Ricardo Salgado pediu que fosse adicionado ao processo um documento onde estavam enumeradas as nove operações de aumento de capital da ESFG. Nesse documento estavam as operações desde a fundação da ESFG, em 1984, no Luxemburgo, até ao final de 2013. 

Ao Tribunal da Concorrência, Ricardo Salgado explicou que apenas reuniu com dois membros da família Pereira de Sousa, do grupo Alves Ribeiro, e com os administradores do BES, António Souto e Amílcar Morais Pires na primeira reunião, que aconteceu em 2008. Nessa altura, foi feita uma “aproximação” ao Banco Espírito Santo, disse Salgado, no sentido de pedir um financiamento para “resolver um problema [...] de tesouraria”. Se esse financiamento está ou não relacionado com o aumento de capital da ESFG, Ricardo Salgado disse desconhecer. E afirmou perante a juíza Vanda Miguel que deixou de acompanhar o processo depois da referida reunião. 

A defesa de Ricardo Salgado considera que o cliente foi alvo de uma “perseguição” por parte do Banco de Portugal e que foi “individualmente selecionado” para o processo, já que não desempenhava funções executivas na ESFG. Aliás, ainda em tribunal, Ricardo Salgado referiu que apenas assumia funções executivas no BES.

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