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Morreu aos 80 anos o ator nomeado a Óscar Michael J. Pollard
Michael J. Pollard

Morreu aos 80 anos o ator nomeado a Óscar Michael J. Pollard

Michael J. Pollard Facebook Jornal i 24/11/2019 18:55

O ator era conhecido pelos seus papeís secundários em filmes como Bonnie e Clyde ou Tango & Cash

Foi o realizador e músico Rob Zombie que anunciou no seu Facebook pessoal que o ator norte americano Michael J. Pollard, nomeado a Óscar pela sua performance no filme Bonnie e Clyde (1967) e com quem tinha colaborado no filme A Casa dos 1000 Cadáveres (2003), faleceu, no passado dia 20.

“Acordei com a notícia de que o Michael J. Pollard tinha morrido. Sempre adorei o seu trabalho e a sua presença verdadeiramente única no ecrã. Foi um dos primeiros atores com quem soube que tinha de trabalhar. Sentiremos a falta dele”, podia-se ler no post do realizador. 

Michael J. Pollard nasceu em Passaic, na Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1939, e iniciou sua carreira profissional no final de 1950 com pequenos papéis em séries de televisão. 
Depois de ser ter participado em alguns filmes, ganhou notoriedade no supramencionado Bonnie e Clyde, realizado por Arthur Penn, contracenando com Warren Beatty, com quem anos mais tarde voltaria a trabalhar no filme Dick Tracy (1990), e Faye Dunaway.

Foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário pela sua interpretação como motorista de fuga C.W. Moss, mas a estatueta acabou por ser ganha por George Kennedy, pela sua participação no filme Cool Hand Luke, e para um BAFTA (British Academy Film Awards) na categoria de ator mais promissor.

Foi depois deste papel que o jornal norte americano New York Times o considerou, em 1969, como “o primeiro importante ator pós-método”. “Se os atores de metodo murmuram as suas linhas para transmitir o caos que tem dentro de si, Pollard parece pronto para parar de falar completamente”, referia o jornal.

Para além destes filmes, foi figurante na primeira temporada da icónica série de ficção ciêntifica Star Trek, e participou em mais de uma centena de produções como SOS Fantasmas (1988), protagonizado por Bill Murray, ou Roxanne (1987) com Steve Martin. O último filme em que trabalhou foi The Woods (2012) realizado por Michael Mandell, protagonizado pelo lendário Franco Nero (que interpretou o papel de Django no western com o mesmo nome em 1966).

O ator será recordado pelos seus papeís secundários com personalidade irreverente, a sua capacidade de ligar-se emocionalmente às audiências e a versatilidade que o viu figurar em géneros que vão desde o drama, à comédia ou ao terror.

O ator divorciou-se duas vezes e deixa uma filha, Holly, do seu primeiro casamento com a atriz Beth Howland, e um filho, Axel, do seu segundo casamento com Annie Tolstoy.

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