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Israel. Netanyahu é acusado de corrupção em três casos diferentes

Israel. Netanyahu é acusado de corrupção em três casos diferentes

AFP Jornal i 21/11/2019 18:40

Netanyahu não é obrigado, legalmente, a demitir-se do cargo de primeiro-ministro com esta acusação. 

Benjamin Netanyahu é o primeiro-ministro israelita que mais tempo serviu no cargo, mas é também o primeiro líder de Governo em funções a ser acusado formalmente de corrupção. O procurador-geral Avichai Mendelbit anunciou esta quinta-feira que Netanyahu vai ser acusado de suborno, fraude e abuso de confiança, em três casos diferentes, conhecidos como 4000, 2000 e 1000. 

Depois de três anos de investigações, Mendelbit disse que era um dia “triste e díficil”, mas que realizou a acusação “sem hesitar”- E acusou-o em tudo. O caso 4000 é visto como o mais sério. Gira em torno de um suposto acordo de suborno entre Netanyahu e o empresário Shaul Elovich, que controlava o grupo de telecomunicações Bezeq e detém o site Walla News

Segundo a acusação, diz o diário liberal Haaretz, Netanyahu, como ministro das Comunicações, cargo que acumulou com o de líder de Governo entre 2014 e 2015, liderou medidas regulatórias diretamente ligadas aos negócios e interesses de Elovich, que lhe terão rendido cerca de 500 milhões de dólares (452 milhões de euros). Em troca, Elovich terá pressionado os editores das suas empresas para dar cobertura noticiosa positiva a Netanyahu e atacar os seus adversários- quando era pedido pelo primeiro-ministro e pela sua mulher, Sara Netanyahu.  

No caso 1000, Netanyahu terá recebido ofertas do bilionário de Hollywood, o produtor Arnon Milchan. De acordo com a acusação, citada pelo Times of Israel, Netanyahu terá “danificado a imagem do serviço público e da confiança do público quando, ao servir em funções públicas, principalmente como primeiro-ministro”, “manteve relações inapropriadas com Milchan”. Isto é, recebeu benefícios “ligados à sua posição pública” no valor de 181 mil euros. 

No caso 2000, Netanyahu é acusado de ter tido uma série de encontros com o editor do diário Yedioth Ahronoth, Arnon Mozes, onde terá discutido um acordo de suborno. Segundo a acusação, o acordo apelava Netanyahu a tentar limitar a circulação do jornal Hayom e em troca receberia cobertura noticiosa favorável. Neste caso, Netanhyahu é acusado de abuso de confiança e fraude.

Esta acusação vem atiçar a crise política que se vive hoje em Israel. Após duas eleições este ano, o país ainda não conseguiu formar Governo e dirige-se para uma terceira eleição - necessita de acordos de coligação que dêem maioria no Knesset, Parlamento israelita. Netanyahu não é obrigado, legalmente, a demitir-se do cargo de primeiro-ministro com esta acusação. 

 

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