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Aeroporto. Confederação de turismo pede à ANA para encurtar prazo

Aeroporto. Confederação de turismo pede à ANA para encurtar prazo

Jornal i 17/11/2019 18:27

Francisco Calheiros duvida que a nova infraestrutura esteja concluída até 2022. Já Luís Arnaut diz que algumas das medidas são “absurdas”. 

Para o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) é fundamental que a ANA - Aeroportos de Portugal encurte o prazo de 20 de dezembro que tem para dar resposta às medidas mitigadoras do impacto ambiental para o aeroporto do Montijo. “O que pedi à ANA foi encurtem o mais possível este prazo de 20 de dezembro porque cada vez que falamos num prazo tudo para”, revelou Francisco Calheiros à margem do 45.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo. O responsável diz ainda que não acredita que a abertura da nova infraestrutura esteja concluída em 2022.  

“Já não acredito em 2022. Mantenho a minha frase: ainda não vi os ‘caterpillars’ no Montijo e só quando lá estiverem é que acredito. As obras do Montijo são 36 meses. Nós [empresários do turismo] não podemos ter feito tudo bem para trás e os turistas agora não poderem vir por não terem aeroporto”, disse à Lusa.

Já ontem o chairman da ANA considerou que há medidas “absurdas” entre as propostas da Associação Portuguesa do Ambiente (APA) para mitigar o impacto ambiental do aeroporto no Montijo. E dá exemplos: “As companhias aéreas terem de financiar os barcos da Transtejo não tem sentido, quem vai pagar na realidade são as taxas dos passageiros”, afirmou José Luís Arnaut, criticando ainda a medida de a ANA ter de construir parte da pista por estacas.

Questionado sobre a gestora aeroportuária irá propor alternativas, disse que ainda estão a estudar as medidas de momento.

Mas apesar de criticar algumas das 159 medidas propostas, o responsável garantiu que a empresa irá levar a cabo as medidas de mitigação de impacto ambiental.

Recorde-se que a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) deu parecer favorável condicionado, mas defende “condições para que [o aeroporto] possa acontecer”. Em causa está a avifauna, ruído e mobilidade, propondo assim 159 medidas de mitigação e de compensação.

Como medida de mitigação no âmbito da mobilidade, o documento prevê que o promotor, a ANA Aeroportos, deva incluir a aquisição de dois novos navios para a Transtejo, num valor de até 10 milhões de euros.

Ao nível da avifauna, a APA refere que foi estimado pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) a afetação pelo novo aeroporto de cerca de 2.500 hectares utilizados para nidificação e alimentação das diferentes espécies de avifauna que ocorrem no estuário do Tejo, pelo que “são impostas medidas como áreas de compensação física com a extensão de 1,600 hectares e a constituição de um mecanismo financeiro para a gestão da área afetada, a gerir pelo ICNF e pago pelo proponente (ANA - Aeroportos de Portugal), com um montante inicial de cerca de 7,2 milhões de euros e uma contribuição anual na casa dos 200 mil euros”.

Já sobre o ruído, a DIA salienta que o facto de o aeroporto do Montijo passar a ser um aeroporto comercial vai aumentar “significativamente o nível de exposição ao ruído das populações afetadas”, o que obriga a medidas de minimização como apoio financeiro a medidas de isolamento acústico das casas particulares e edifícios públicos, “num valor estimado entre 15-20 milhões de euros (em edifícios públicos e privados)”.

 

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