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CIP. António Saraiva à frente da confederação por mais um mandato

CIP. António Saraiva à frente da confederação por mais um mandato

Mafalda Gomes Sónia Peres Pinto 12/11/2019 10:04

Uma das prioridades do atual presidente da CIP é a consolidação do movimento empresarial. A ideia é criar maior coesão entre setores.

Os associados da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) aprovaram, em assembleia-geral, as alterações estatutárias que vão permitir ao atual presidente, António Saraiva, recandidatar-se à presidência deste organismo. Esta mudança contou com a aprovação de 37 associados e a recusa de um “por questões processuais da própria votação”. Com a alteração dos estatutos da CIP, a direção deste organismo deixa de ter competências delegadas pelo conselho geral, podendo agora a direção iniciar um limite de mandatos até nove anos (três mandatos de três anos).

No entanto, o atual presidente da CIP já veio garantir que só ficará à frente da confederação por mais um mandato. “Aceitei o pedido de vários associados para que me recandidatasse, mas aceitarei apenas um mandato de três anos”, afirmou, na altura, Saraiva, que lidera a CIP há dez anos.

O presidente da confederação empresarial adiantou ainda que esta alteração está relacionada com o facto de ter chegado ao fim “o período de nove anos do acordo parassocial entre a CIP, AIP [Associação Industrial Portuguesa], AEP [Associação Empresarial de Portugal] e Apifarma”, assinado em 2010.

Numa entrevista ao SOL, em julho, o atual presidente admitiu que fazia um balanço positivo dos seus mandatos. “A CIP é, modéstia à parte, uma entidade com muito mais visibilidade, com um reconhecimento público muito maior e uma intervenção na sociedade portuguesa muito diferente”. Ainda assim, lembrou que “as pessoas são sempre importantes e, em determinado tempo, uma determinada característica pessoal é a mais ajustada. Mas cada tempo traz uma realidade diferente. E o facto de A, B ou C terem sido as pessoas ideais para aquele tempo não quer dizer que no novo tempo se mantenham essas necessidades”.

Na mesma entrevista, defendeu a consolidação do movimento associativo e empresarial que, no seu entender, continua muito disperso. “Temos muitas associações, muitas confederações quando comparado com outros países, como Espanha e Itália. Temos de ter a lucidez de que a divisão só nos enfraquece, devemos fortalecer o movimento associativo em Portugal, dando maior coesão. Tenho falado com os meus colegas para encontrar um objetivo comum e uma voz coesa. É claro que há especificidades em cada atividade, mas há muitos temas que são comuns a todos e são transversais”, disse.

E foi mais longe: “Os tempos estão a mudar e as próprias empresas desejam isso. Temos, quer setorialmente quer regionalmente, sobreposições que só nos enfraquecem. As empresas não podem continuar a suportar por muito mais tempo as quotizações para diversas associações. Diz-se que o homem muda ou por inteligência ou por necessidade e já estamos no tempo da necessidade. E a reestruturação do movimento associativo empresarial é uma das minhas inquietudes porque temos de inovar, acrescentar valor, responder às necessidades das empresas, porque é para elas que trabalhamos”.

 

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