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“Um passo em frente para salvar vidas”. Primeira vacina contra o ébola aprovada na Europa
Emergência na África Ocidental fez soar os alarmes

“Um passo em frente para salvar vidas”. Primeira vacina contra o ébola aprovada na Europa

Emergência na África Ocidental fez soar os alarmes Anna Surinyach/MSF Marta F. Reis 11/11/2019 18:56

Vacina começou a ser desenvolvida durante a epidemia de 2014 na África Ocidental, em que morreram mais de 11 mil pessoas. Recebeu esta segunda-feira luz verde da Comissão Europeia

Está aprovada a primeira vacina contra o vírus ébola. A Comissão Europeia deu esta segunda-feira luz verde à comercialização da vacina desenvolvida pela Merck Sharp & Dohme, que até aqui já estava a ser usada em zonas de risco, nomeadamente na República Democrática do Congo, onde foram distribuídas 250 mil doses. A decisão surge um mês depois da Agência Europeia do Medicamento ter recomendado uma autorização de introdução no mercado condicional, propondo a vacinação de pessoas maiores de 18 anos em risco de exposição ao vírus.

A vacina, chamada Ervebo, começou a ser desenvolvida durante a crise do ébola de 2014 na África Ocidental, que fez soar os alarmes a nível mundial. Os primeiros casos surgiram ainda em dezembro de 2013 na Guiné e o vírus acabou por espalhar-se à Libéria, Serra Leoa e Nigéria, matando mais de 11 mil pessoas. A Organização Mundial de Saúde viria a dar o surto como controlado em março de 2016. No último ano, os receios voltaram e foi declarado o estado de emergência na República Democrática do Congo, que enfrenta a segunda pior epidemia de que há registos. Desde agosto de 2018 morreram mais de 2000 pessoas infetadas com o vírus. Os surtos estão localizados nas províncias de North Kivu, South Kivu e Ituri, no Leste do país, e os casos têm estado a diminuir nas últimas semanas. 

“Encontrar uma vacina o mais rápido possível contra este terrível vírus tem sido uma prioridade para a comunidade internacional desde que o Ébola atingiu a África Ocidental há cinco anos. A decisão de hoje é assim um grande passo em frente para salvar vidas em África e não só”, disse Vytenis Andriukaitis, comissário europeu para a Saúde.

Em comunicado, a Comissão Europeia assinala que o desenvolvimento da vacina foi possível através da cooperação entre a empresa e instituições públicas, nomeadamente os ministérios da Saúde dos países africanos afetados pelo surto de 2014, a Organização Mundial de Saúde, o Instituto Norueguês de Saúde Pública e os Médicos Sem Fronteiras. Os trabalhos foram também financiados pelo programa de inovação europeu Horizonte 2020 em 11,3 milhões de euros.

Além da autorização de comercialização a nível europeu, a vacina está também em fase de aprovação nos Estados Unidos.

 

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