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Marcelo não comenta libertação de Lula da Silva

Marcelo não comenta libertação de Lula da Silva

João Porfírio 09/11/2019 18:18

Presidente da República portuguesa diz que isso seria imiscuir-se na vida do Brasil

Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se, este sábado, a comentar a libertação do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva. Ainda assim, o presidente da República assumiu acompanhar, "obviamente", a situação no país, mesmo que em termos genéricos.

"Não comento a situação política, nomeadamente em países irmãos como é o caso do Brasil, porque isso é uma maneira de o Chefe de Estado se imiscuir na vida desses países. O Brasil tem uma muito forte e muito importante comunidade em Portugal, que é naturalmente sensível ao que se passa no seu país, o mesmo acontecendo com os guineenses ou com os espanhóis, que vão às urnas no domingo para eleições gerais", frisou aos jornalistas, à margem da inauguração da sala D. João IV, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, após a conclusão do restauro.

De acordo com Marcelo, "hoje é preciso acompanhar tudo o que se passa no mundo com grande atenção". "Todos os dias leio centenas de telegramas dos embaixadores portugueses espalhados no mundo porque têm mais informação do que os órgãos de comunicação social", atirou o chefe de Estado português.

Na mesma ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa abordou os 30 anos da queda do Muro de Berlim, ressalvando considerar existirem também muros para derrubar em Portugal. "Os muros da desigualdade e da pobreza, os muros da desigualdade económica social e cultural, os muros da incompreensão da intolerância cultural, os muros que agora estão a levantar-se outra vez, da exclusão daquilo que vem de fora, do que é diferente", realçou.

Marcelo deixou ainda a dúvida sobre uma possível recandidatura a Belém - "vou anunciar a todos os portugueses o que vou fazer dentro de um ano menos um mês - ", garantindo por fim não se querer intrometer nos assuntos de "outros órgãos de soberania (no caso, o parlamento)" quando questionado sobre a polémica com os tempos de intervenção dos partidos Chega, Livre e Iniciativa Liberal na Assembleia da República.

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