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Coimbra. Líder local acusa discriminação para ajudar a pagar quotas

Coimbra. Líder local acusa discriminação para ajudar a pagar quotas

Facebook Nuno Melo jornal i 08/11/2019 15:03

Nuno Freitas diz que houve via verde para o adversário Barbosa de Melo. O próprio nega, tal como a secretaria-geral.

O PSD de Coimbra vai a votos no próximo dia 15 de novembro.  Nuno Freitas, líder da concelhia, apoia Carlos Manuel Lopes. Do outro lado, com apoiantes da direção de Rui Rio, está João Paulo Barbosa de Melo. Pela ordem natural das coisas, o debate faz-se pela diferença de ideias, mas  há um problema a assombrar estas eleições locais:  “O calvário das quotas”.

Os cadernos eleitorais já fecharam no dia 5 e Nuno Freitas, médico, ex-deputado e apoiante de Miguel Pinto Luz (adversário de Rui Rio), queixou-se ao i de uma situação de “discriminação”.  Tudo porque foi difundido no WhatsApp uma mensagem da candidatura de João Paulo Barbosa de Melo a referir que existiriam elementos na sede distrital para “esclarecer dúvidas e ajuda no pagamento de quotas” no último dia de pagamento, no passado dia 5.

O teor da mensagem fez soar os alarmes e Nuno Freitas decidiu falar: “Na sede distrital de Coimbra estavam em ligação com a sede nacional para conseguir facilitar o processo. Também não percebo bem qual era a ajuda, mas  um militante (que não tivesse essa ajuda) passou dias nisso ao telefone e alguns desistiram”, afiançou ao i o dirigente que está de saída do cargo. Mais, “os  serviços administrativos têm que estar ao serviço de todos de forma isenta e absolutamente imparcial e não pode haver estas vias verdes especiais”.   

Do lado oposto, João Paulo Barbosa de Melo garantiu ao i que não houve “absolutamente nenhuma” ajuda da sede nacional ou qualquer “via verde”. E explicou que tinha “uma equipazinha de duas pessoas a explicar às pessoas os procedimentos a fazer para pagar a sua quota”. A equipa, diz o candidato, era sua apoiante. “As pessoas são da minha candidatura, não são da distrital ou da secretaria-geral”, concluiu. 

Já Nuno Freitas  diz que o processo nem tem passado pelo próprio funcionário da sede de Coimbra. Isto para reforçar a sua tese de via verde a favor de uma candidatura, preferida, alegadamente, pela direção de Rui Rio.  Acresce-se que o processo de pagamento de quotas tornou-se um “calvário” que pode diminuir a participação eleitoral, tanto em Coimbra como a nível nacional. Em causa estão, por exemplo, comprovativos de residência e de telemóvel, com faturas, para se poder receber um código aleatório e usá-lo numa ATM.

João Paulo Barbosa de Melo também reconhece as dificuldades: “Tive pessoas amigas que não pagaram a sua quota porque não conseguiram pagá-las”. Ou seja, “é complicado para todos”, assegura.

 José Silvano, secretário-geral,  nega qualquer discriminação, assegurando desconhecer problemas em Coimbra. Os cadernos fecharam nos 590 militantes aptos a votar, ou seja, quase tantos quantos votaram, efetivamente, nas últimas eleições para a concelhia, em 2017. Em outubro e novembro pagaram quotas cerca de 280 pessoas.

“Não sei se houve mais empenho de uma candidatura do que da outra para que as pessoas fossem pagar as quotas. (...) Tomara eu que o partido tivesse em todos os distritos, todo o partido a incentivar os militantes a pagar quotas”. E uma coisa é certa, diz Silvano: “As dificuldades  de pagamentos – para quem não tem a ficha de militante completamente preenchida são  problemas que devem ter surgido tanto de um lado como do outro”.  De realçar que a concelhia de Coimbra tem 2500 militantes inscritos. Cristina Rita

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