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Round 4. Quem deixou a EDP knockout?

Round 4. Quem deixou a EDP knockout?

Nelson Patronilho Oficina i 07/11/2019 12:13

Empresa anunciou ontem o grande vencedor do programa Starter Acceleration Program, que levou para casa 50 mil euros.

Foi um combate em nove rounds que terminou com uma vitória clara: a startup LexX, uma empresa australiana inovadora no ramo da formação técnica, foi a grande vencedora do Starter Acceleration Program, o novo acelerador mundial para startups do setor de energia, promovido pela EDP.

As nove empresas com melhor classificação entre as 30 finalistas estiveram ontem num dos palcos da Web Summit a fazer o pitch final. Os empresários vieram de Espanha, Reino Unido, Grécia, Brasil, México, Austrália e Estados Unidos da América para tentarem a sua sorte em Lisboa (ver lista ao lado).

Para escolher o vencedor houve um critério essencial: “Apostámos naquelas [empresas] que conseguiram avançar mais na estruturação de um piloto. Não significa que sejam as melhores, significa que são as que se aproximaram mais do negócio da EDP e também dos negócios de alguns parceiros”, explicou ao i Luís Manuel, administrador da EDP Inovação.

A australiana LexX acabou por levar ontem para casa o grande prémio de 50 mil euros. O seu projeto centra-se no desenvolvimento de um assistente inteligente para a formação de técnicos de manutenção que permite, de forma orientada e organizada, fornecer todo o conhecimento necessário ao desempenho das suas funções. “Esta solução vai também ser utilizada na fase de formação destes técnicos, de forma a prepará-los para situações reais no terreno. Apesar de se ter especializado no setor aeronáutico, a LexX está já a dar os primeiros passos junto de empresas do setor da energia, como a EDP”, explica a elétrica portuguesa, em comunicado.

“Estamos muito satisfeitos com os nove finalistas da 1.a edição deste programa, que este ano decidimos criar para conhecer mais e melhores startups de todo o mundo. Escolhemos a LexX como o grande vencedor por apresentar uma solução que, no futuro, vai facilitar a manutenção de equipamentos como os que a EDP utiliza. Esta é também uma solução que pode ser utilizada noutras indústrias, desenvolvida por uma equipa que desde o início mostrou enorme dedicação e profissionalismo, o que torna a LexX ainda mais interessante”, destaca Carla Pimenta, diretora de empreendedorismo da EDP.

Mas o dinheiro não é tudo. Para Luís Manuel, existe um prémio maior do que o grande cheque. “O mais importante não é quem ganha. Temos de criar alguns atrativos e, neste caso, oferecemos 50 mil euros, mas eu acho que cada vez mais vemos as startups focarem-se em algo que vai muito além do prémio monetário. A relação a longo prazo com a EDP é para eles muito mais importante do que necessariamente o prémio monetário. Acaba até por ser muito mais estimulante para as pessoas do que o cheque”, explicou ao i.

 

Deixar a EDP KO

 Mas esta não foi a única iniciativa da EDP na Web Summit – o stand da elétrica portuguesa era dos que dava mais nas vistas. Depois do carrossel e do elevador das edições passadas, a empresa decidiu levar para o Parque das Nações um verdadeiro ringue de boxe.

Num minuto (literalmente), os empreendedores tinham de apresentar o conceito de tal forma inovador que deixasse a EDP knockout. As ideias mais inovadoras tinham depois reuniões aprofundadas com a equipa da EDP Inovação, que esteve presente no evento tecnológico com o intuito de avançar com oportunidades de negócio e possíveis investimentos.

O foco deste ano, anunciou a EDP no seu site antes do arranque da Web Summit, foram projetos ligados à cibersegurança, inteligência artificial aplicada ao setor de energia e soluções para casas inteligentes ou para acelerar a mobilidade elétrica. “Apostamos em inovação aberta e se marcamos presença na Web Summit é porque queremos falar com pessoas que tenham boas ideias, bons modelos de negócio, etc. Mas a Web Summit tem um ambiente eletrizante, por isso temos sempre de arranjar forma de nos destacarmos”, diz Luís Manuel. E assim surgiu o EDP Knockout Pitch.

Na edição do ano passado foram ouvidas 170 startups – destas, 32 foram selecionadas para participarem em reuniões aprofundadas. Mas este ano superou todas as expetativas: “Em meia edição da Web Summit já ouvimos mais de 240 empresas. É um número superior ao registado na edição passada”, disse o administrador da EDP Inovação ao i.

E como nem tudo é investimento, a EDP também ajudou a aumentar o número de likes nas páginas de Facebook e Instagram. A empresa portuguesa disponibilizou um unicórnio gigante que os empreendedores podiam montar e tirar fotografias. “Tem sido um sucesso, as pessoas fazem fila para tirar fotografias aqui”, contou Luís Manuel.

 

Finalistas

 

LexX (Austrália)
– VENCEDOR

Desenvolveu um assistente inteligente para a formação de técnicos de manutenção que permite fornecer todo o conhecimento necessário ao desempenho das funções do técnico.

Barbara IoT (Espanha)

Plataforma para gestão e operação de dispositivos IoT, permitindo às empresas gerir todo o ciclo de vida dos dispositivos de forma simples e segura.

OrxaGrid (Reino Unido)

Desenvolveu solução de análise preditiva, em conjunto com sensores IoT, que vai permitir reduzir perdas nas redes elétricas, aumentar a sua eficiência e detetar fraudes.

Meazon (Grécia)

Desenvolveu uma plataforma IoT e sensores para gestão inteligente de energia que serão testados na gestão da iluminação pública.

ColabApp (Brasil)

Desenvolveu plataforma de comunicação entre o cliente e as entidades responsáveis por determinados ativos, como redes de distribuição de energia, telecomunicações ou redes de água, para dar feedback sobre eventuais problemas nos serviços. A plataforma dará recompensa aos clientes pelo feedback prestado.

Loud Voices (Brasil)

Criou plataforma de comunicação entre humanos e robôs, com utilização prática em contact centers.

Trato (México)

Desenvolveu uma plataforma digital de gestão de contratos, baseada na tecnologia blockchain, com assinatura digital, para facilitar todo o processo de procurement.

HESS (Espanha)

Desenvolveu software que vai fazer a gestão entre a produção de energia renovável, como é o caso do solar, e o seu armazenamento em baterias.

Shifted Energy (EUA)

Permite transformar os termoacumuladores clássicos em unidades de armazenamento de energia.

 

 

 

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