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Nova Governo toma posse na Guiné-Bissau

Nova Governo toma posse na Guiné-Bissau

Dreamstime João Campos Rodrigues 31/10/2019 20:19

Agravou-se o confronto entre o primeiro-ministro Aristides Gomes e o Presidente José Mário Vaz, que empossou um novo Governo, liderado por Faustino Imbali, enquanto a comunidade internacional só reconhece Aristides Gomes.

 

Agravou-se o confronto entre o primeiro-ministro Aristides Gomes e o Presidente José Mário Vaz, que empossou um novo Governo, liderado por Faustino Imbali, enquanto a comunidade internacional só reconhece Aristides Gomes.

 

A Guiné-Bissau tem agora dois Governos rivais, que disputam a legitimidade para liderar o país. Tomou posse hoje à tarde o Governo de Faustino Imbali, do Partido de Renovação Social (PSR), empossado pelo Presidente José Mário Vaz, com o apoio do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e pelo APU-PDGB - os três maiores partidos da oposição. Do outro lado está o Governo de Aristides Gomes, apoiado pelo PAIGC. Aristides Gomes foi demitido pelo Presidente, mas recusa que este tenha autoridade para tal, dado o seu mandato já ter terminado – está apenas em funções até às eleições presidenciais de 24 de novembro. Algo com que concorda a União Africana e a União Europeia, incluindo Portugal.

A lista de nomes do novo Governo de Imbali, a que o SOL teve acesso, reflete os seus apoios. O Madem-G15 fica com o ministro dos Negócios Estrangeiros (Aristides Ocante da Silva) e com o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo (Abel da Silva Gomes). Já o PSR fica com o ministro dos Recursos Naturais e da Energia (Certório Biote) e com o ministro da Administração Territorial e o Poder local (Sola Nquilim na Bitchita), enquanto o APU-PDGB fica com a pasta presidência do conselho de ministros e assuntos parlamentares (Jorge Pereira Fernandes Mandinga).

Além disso, a lista de ministro de Imbali conta com nome de peso do Executivo de Aristides Gomes, o general Eduardo Costa Sanhá – que tem a estratégica pasta da Defesa em ambos os Governos. Algo que pode constituir um duro golpe para Aristides Gomes, que ainda recentemente assegurou que só sairá do seu posto “pela via da força”. E que lembrou aos jornalistas: “Uma coisa é a legitimidade, a legalidade, outra coisa é a força”.

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