17/2/20
 
 
Vítor Rainho 25/10/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Quem terá coragem para pôr as claques na ordem?

As autoridades, sejam as ligadas ao futebol, sejam as governamentais, não podem perder esta oportunidade de colocarem na ordem os desordeiros que espalham o terror pelos estádios. 

O caos em que vive o Sporting pode ajudar o futebol português a ganhar outra imagem de seriedade no que às claques diz respeito. Independentemente das razões dos associados leoninos para estarem de acordo ou em desacordo com o seu presidente, torna-se claro que as claques, recorrendo à violência, não podem determinar se Frederico Varandas pode manter-se na liderança do clube. Aproveitando a boleia, as autoridades, sejam as ligadas ao futebol, sejam as governamentais, não podem perder esta oportunidade de colocarem na ordem os desordeiros que espalham o terror pelos estádios.

Como é possível, depois dos ataques à academia de Alcochete, tudo ter ficado na mesma? Como é possível o Benfica continuar a dizer que não tem claques organizadas? Como é possível o FC Porto permitir que a sua claque imponha o medo aos jogadores e a todos aqueles que não concordam com as suas fatwas? Olhando para os jogos que se realizam em Inglaterra, vemos bancadas cheias de famílias inteiras: avôs, filhos e netos a saudarem ou a apuparem as suas equipas, e os hooligans, aqueles que foram condenados, estão à hora do jogo nas esquadras da sua zona de residência. E é por isso que esses adeptos que só querem a destruição aproveitam as visitas ao estrangeiro dos seus clubes para espalharem o caos nesses países.

Mas voltando a Portugal, o que será preciso para haver coragem de tornar os estádios de futebol um local aprazível onde os adversários se respeitam e convivem tranquilamente? Não conheço nenhum grupo de amigos onde só haja adeptos de um clube. Logo, é esse espírito que tem de ser transportado para os estádios. Já se sabe que a federação e a liga não têm coragem para enfrentar a força dos três grandes, mas cabe ao Governo mostrar que vivemos num Estado de direito e que não são grupos de desordeiros que impõem a lei do mais forte. Essa, que a demonstrem nos estádios a aplaudir ou a assobiar as suas equipas. 

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