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Juve Leo reage: "um clube sem liderança, que necessita de “bodes expiatórios”"

Juve Leo reage: "um clube sem liderança, que necessita de “bodes expiatórios”"

Jornal i 21/10/2019 19:23

Claque reage às medidas de Frederico Varandas

Durante a tarde desta segunda-feira, a Juventude Leonina reagiu à decisão da direção de Frederico Varandas, que, recorde-se, rescindiu os apoios à claque, com efeitos imediatos. Num texto publicado no Facebook, a Juve Leo lembrou que este grupo de adeptos organizado foi fundado em 1976, “muito antes de existirem protocolos, apoios diretivos ou representantes de adeptos com cargos diretivos”.

“A posição tomada pela Administração do Sporting Clube de Portugal só representa, uma vez mais, a falta de rumo de um clube sem liderança, assente em incompetência e que necessita apenas de “bodes expiatórios” para se livrar de atenções indesejada”, pode ler-se num longo comunicado publicado nas suas redes sociais.

Leia o comunicado na íntegra:

«A Associação Juventude Leonina, por intermédio da comunicação social, tive conhecimento de que o protocolo celebrado entre a mesma e a direção do Sporting Clube de Portugal foi objeto de resolução.

Esclareça-se antes demais, para os devidos efeitos, que a claque Juventude Leonina data de 1976, muito antes de existirem protocolos, apoios diretivos ou representantes de adeptos com cargos diretivos, que a curva sul é hoje uma realidade com identidade inconfundível e objetivo comum.

Por conseguinte, esta posição tomada pela Administração do Sporting Clube de Portugal só representa, uma vez mais, a falta de rumo de um clube sem liderança, assente em incompetência e que necessita apenas de “bodes expiatórios” para se livrar de atenções indesejadas.

O comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal é só mais um episódio triste da Direção deste clube que apoiamos incondicionalmente. Por essa razão, cumpre-nos desde já esclarecer toda a comunidade Sportinguista do seguinte:

1. Os estatutos da Associação JL são soberanos no que diz respeito aos objetivos prosseguidos: apoiar todas as equipas do Sporting. Em lado algum se encontra o dever de apoiar Direções.

2. Ainda assim, e em rigor, a contestação que atualmente se faz notar provém dos adeptos em geral, e não em particular de nenhuma claque, e dirigida à atual direção. O apoio aos jogadores e equipas técnicas é incontestável, aliás, assim se viu recentemente num jogo com uma equipa da 3ª divisão (atual Campeonato de Portugal) em que o Sporting Clube de Portugal perdeu 2-0, pelo que, a pergunta a ser colocada é antes: Será do apoio ou da má gestão que tais resultados têm sido recorrentes? É do apoio ou da má gestão que se prepara uma época com amadorismo (quantos jogos ganhou o Sporting na pré-época?) e se vendem titulares no último dia do mercado, sem que se informasse sequer esses mesmos jogadores (veja-se o caso do Raphinha)? É do apoio ou da má gestão que se perde uma Supertaça por números absurdos e aparece um Presidente a dizer que não está preocupado? E quando existem resultados ininterruptamente negativos e lesivos à boa imagem do Sporting? Que líder aparece para falar? É um problema de claques quando se comunica à CMVM a resolução de contrato de trabalho de um treinador e por duas vezes não se acerta no nome da pessoa? É um problema de claques quando por “lapso” não se faz referência a um feito inédito de um atleta de judo campeão do mundo na edição do jornal oficial do clube?

3. São estas claques organizadas que seguem o Sporting Clube de Portugal para todo o lado. É preciso entender, que as famílias que perfazem a moldura perfeita do estádio de Alvalade não têm o tempo, a disponibilidade e a possibilidade de sacrificar a sua vida pessoal com vista ao apoio do clube. As claques servem esse mesmo propósito. Não resiste qualquer dúvida que a única motivação dos seus membros é o amor incondicional.

4. É confrangedor assistir à carência de conhecimento das pastas do clube, são confrangedoras as entrevistas dadas, por manifestamente não terem conhecimento do que falam; do discurso pré-preparado sem qualquer conteúdo; da incapacidade sequer de articularem uma frase com principio meio e fim. É mau demais para ser verdade.

5. É aos sócios que cabe a palavra. A história do Sporting Clube de Portugal é pródiga em capítulos nos quais as direções se esquecem da magnitude da instituição que representam, com resultados invariavelmente idênticos. Recordamos, que somos associados das claques que representamos, mas igualmente, Sócios do Sporting Clube de Portugal.

6. Resolvido o protocolo, por manifestação unilateral da Administração, não habita dúvida que o mesmo já não se encontra em vigor. Não obstante, resta saber se a resolução operada é licita, porquanto deveria ter sido devidamente fundamentada. Não cremos que o alicerce “(...) terem vindo a faltar sistematicamente no apoio devido aos atletas do Sporting CP (...)”, possa ter qualquer sustentação, por absurdo que é.

7. A contestação à Direção não é fundamento para resolução de um acordo firmado de boa fé. A escalada de violência que fazem referência dizem respeito às agressões publicitadas nos camarotes de Alvalade, entre adeptos? Qual é, então, a consequência jurídica para o incumprimento dos estatutos do clube por parte desta Direção e da Mesa de Assembleia Geral?

8. Mas mais, a resolução para operar os seus efeitos conforme consta do protocolo assinado pelas partes deve ser comunicada por escrito, por carta registada c/ aviso de receção ou por correio eletrónico, pelo que, até por razões de forma se reveste insuficiente a presente comunicação de término.

9. Mantemo-nos assim, com ou sem protocolos, com ou sem apoios, firmemente convictos no suporte aos nossos profissionais e no que nos disser respeito, tudo faremos para elevar o nome do nosso clube nas diversas modalidades que nos identificam como clube eclético.

10. Renunciamos a aceitar guerrilhas internas de um clube que deve ser movido por estrita paixão. Renunciamos a qualquer forma de violência. Razão pela qual, esclarecemos que o incidente com o veículo de um membro da Direção não tem qualquer relação com a claque que, ainda que desagradada com a falta de rumo, se recusa acolher o desacato como forma de alerta.

11. O lema “Unir o Sporting” é o logro deste curto mandato, cujas bandeiras de luta são nada menos do que antigos Dirigentes, Sócios e agora o Alverca. A nossa união será inabalável, e na curva sul os GOA continuarão juntos a cantar em prol do Sporting Clube de Portugal e da sua grandeza.

A Direcção.»

 

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