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Combustíveis influenciam queda de exportações

Combustíveis influenciam queda de exportações

Joana Marques Alves 10/10/2019 19:18

Dados do INE mostram que, no trimestre que acabou em agosto, houve uma diminuição nas exportações e um aumento nas importações.

As exportações de bens diminuíram 3,6% e as importações aumentaram 0,6% no trimestre terminado em agosto face a igual período do ano anterior. Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Durante este período, o maior decréscimo nas exportações foi registado na categoria e combustíveis e lubrificantes (-33,1%) - só em agosto, a queda foi de - 44,1%. Também nas importações foi registado um decréscimo nesta categoria de -22,7% durante o mesmo período, com o valor só no mês de agosto a atingir quase o dobro (-43,7%). “Estes decréscimos nos combustíveis e lubrificantes poderão estar relacionados com o encerramento na manutenção da refinaria de Sines durante o mês de agosto”, explica o INE.

No sentido contrário está a categoria de material de transportes e acessórios, que inclui “automóveis para transporte de passageiros”, “outro material de transporte” e “partes, peças separadas e acessórios”. Nesta categoria, a taxa de variação nas exportações foi, naquele trimestre, de 2,4% e nas importações foi de 29,7%. Só no passado mês de agosto, as percentagens foram de 15,6% nas exportações e de 27,3% nas importações. O INE destaca, neste mês, a taxa de variação na exportação de automóveis (63,5%) e na importação de outro material de transporte (65,7%) e de partes, peças e acessórios (28%), que se tratam “maioritariamente de aviões e suas partes”.

Em junho, julho e agosto, nas exportações, o INE destaca a taxa de variação de -1,5% nos produtos alimentares e bebidas, -2,1% nos fornecimentos industriais, +1,4% na categoria de máquinas, outros bens de capital e seus acessórios (exceto material de transporte) e -3,4% nos bens de consumo.

Já no que diz respeito às importações, o órgão estatístico destaca a taxa de variação de -0,8% nos produtos alimentares e bebidas, -2,7% nos fornecimentos industriais, +1,1% nas máquinas, outros bens de capital e seus acessórios (exceto material de transporte) e +3,3% nos bens de consumo.

Clientes e fornecedores Segundo o INE, no último trimestre concluído em agosto, os principais clientes de Portugal em 2018 foram Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos da América, Itália, Países Baixos, Angola, Bélgica e Brasil. Destes, destaca-se, no último trimestre, uma queda acentuada nas exportações para Angola (uma taxa de variação de -24,1%) e para os EUA (-9,9%). No total da zona euro, a taxa de variação no trimestre que terminou em agosto foi de -1,3%. Na União Europeia (EU) foi de -1,5% e no total extra-UE de -9,5%.

O órgão estatístico explica ainda que, em 2018, os principais fornecedores de Portugal foram Espanha, Alemanha, França, Itália, Países Baixos, China, Bélgica, Reino Unido, Estados Unidos da América e Rússia. Destes, no que diz respeito aos meses de junho, julho e agosto, as taxas de variação relativas a importações que se destacam são a de França, que chegou aos +59%, China (+21%), Bélgica (15,7%) e Reino Unido (10,2%).

“Em agosto de 2019, tendo em conta os principais países de destino e os principais fornecedores em 2018, destaca-se o decréscimo nas exportações para os Estados Unidos (-25,2%), sobretudo de combustíveis e lubrificantes, e o aumento nas exportações para a Alemanha (+11,3%), principalmente automóveis para transporte de passageiros. As importações provenientes de França são as que mais se destacam, com um acréscimo de 43,0%, sobretudo de outro material de transporte e partes, peças separadas e acessórios - maioritariamente aviões e suas partes”, destaca o INE.

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