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Incêndio do Chiado renovou proteção civil de Lisboa

Incêndio do Chiado renovou proteção civil de Lisboa

Joaquim Gomes Joaquim Gomes 10/10/2019 11:19

Os incêndios urbanos nos centros históricos foram o mote de um seminário promovido pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

O incêndio do Chiado renovou a organização do sistema de proteção civil em Lisboa e foi mesmo o ponto de partida para um maior e melhor investimento em equipamentos, viaturas e formação, segundo foi revelado por um dos seus mais experientes operacionais.

Conforme referiu o chefe de 2ª classe, Almerindo Ferreira, do Regimento de Sapadores Bombeiros, o incêndio do Chiado terá sido mesmo o ponto de partida para a renovação da proteção civil na cidade de Lisboa, dadas as consequências e as questões que suscitou.

Os incêndios urbanos nos centros históricos foram o mote de um seminário promovido pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto, sendo que a escolha do local não foi aleatória, uma vez que também este faz parte dos edifícios mais antigos da cidade, uma “pérola”, de que se destaca o seu Salão Árabe.

Também no Porto, incêndios como os que ocorreram no Coliseu e na Universidade foram referidos pelo subchefe principal Vítor Caldas, quadro do Batalhão Sapadores Bombeiros do Porto, que salientou a necessidade de se apostar na formação e na sensibilização da população, de forma a diminuírem o impacto dos incêndios e igualmente a sua frequência.

Incêndios, estes que, de acordo com o subchefe de 2º Classe, João Nogueira, tem vindo a diminuir, com exceção do ano de 2018 em que houve um pico de ocorrências, fenómeno este associado ao aumento da população, quer residente, quer volante. na cidade do Porto, bem como ao aumento exponencial do turismo que se faz sentir na segunda urbe do pais.

Para a diminuição e a minimização das consequências dos incêndios no Porto, estes dois especialistas foram unânimes em afirmar a contribuição da melhoria da capacidade do Batalhão Sapadores do Porto para fazer frente a estas e ainda a outro tipo de ocorrências.

A este propósito, na sua intervenção o comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, major Carlos Marques, salientou o recente reforço de viaturas, de equipamentos e de efetivos do corpo de bombeiros que comanda, salientando a importância deste evento para chamar a atenção da comunidade para a problemática dos incêndios urbanos, ainda de acordo com o referido por aquele oficial superior do Exército da Arma de Engenharia.

Uma aposta da autarquia portuense salientada pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, destacando a propósito a exponencial melhoria das condições de trabalho dos profissionais do Batalhão Sapadores Bombeiros do Porto.

Cinco especialistas foram convidados a abordar um tema cada vez mais atual, quer ao nível nacional, quer ao nível internacional e do painel de convidados fizeram parte operacionais do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa e do Batalhão Sapadores do Porto, relembrado os incêndios que marcaram a história das cidades de Lisboa e do Porto.

A engenheira Esmeralda Paupério salientou a importância de formar os bombeiros para a forma como devem desempenhar o seu trabalho, salvaguardando também o património cultural, de forma a minimizar os estragos em edifícios históricos e ainda do seu espólio.

A intervenção do enfermeiro Mário Lopes salientou, por outro lado, o socorro às vítimas dos incêndios e a importância do socorro prestado pelos bombeiros em primeira instância.

A melhoria da formação e a rapidez do transporte destas vítimas tem tido reflexo na diminuição da percentagem de vítimas mortais decorrentes da inalação de fumos, como o cianeto de hidrogénio e de monóxido de carbono, entre outro tipo de materiais tóxicos.

Todos os intervenientes salientaram a importância da realização de simulacros para que seja possível treinar procedimentos dos seus operacionais, que deverão ter também uma formação uniformizada e procedimentos para servir as populações em que estão inseridos.

Esta iniciativa da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais decorreu no âmbito das XXVII Jornadas de Prevenção e Segurança nas Floresta do Betão e deverá repetir-se em outras cidades do país, segundo foi já anunciado pelos organizadores desta iniciativa.

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