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EUA. Casa Branca dá ordem a embaixador para não testemunhar

EUA. Casa Branca dá ordem a embaixador para não testemunhar

AFP Jornal i 08/10/2019 21:05

Democratas falam em obstrução à investigação do Congresso para o impeachment de Trump, dado o embaixador em questão ser uma testemunha essencial.  

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além das suspeitas de que terá usado o seu cargo para benefício próprio, agora também é acusado de obstruir a investigação para a sua destituição, após ordenar ao embaixador para a União Europeia, Gordon Sondland, que não testemunhasse perante o Congresso.

Sondland terá também recebido ordens esconder emails e sms do Congresso, segundo o líder do comité da secretas da Casa dos Representantes, Adam Schiff. O democrata viu nisso “indícios fortes de obstrução das funções constitucionais do Congresso”, e prometeu emitir uma intimação para obter tanto o testemunho de Sondland como os documentos pretendidos. Já Trump disse que “adoraria” que o seu embaixador testemunhasse, mas que este enfrentaria um “tribunal fantoche”.

“O embaixador Sondland está profundamente desapontado por não poder testemunhar hoje”, disse ontem o seu advogado, Robert Luskin, notando que, como  embaixador, o seu cliente tem de seguir as indicações do Departamento de Estado.

Sondland é uma testemunha chave do processo contra o Presidente. O embaixador - nomeado após doar cerca de um milhão de dólares para a inauguração de Trump - trabalhou de perto com o ex-enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Kurt Volker. Este é acusado de pressionar nos bastidores o Presidente ucrâniano, Volodymir Zelenski, para que este investigasse o filho de um dos adversários eleitorais de Trump, Joe Biden.

Sms revelados pelo Congresso a semana passada mostram que Volker e Sondland - cujo pasta não inclui a Ucrânia - montaram durante meses uma campanha de pressão sobre Zelensky, para que este se comprometesse a investigar Biden, Tudo isto na mesma altura em que Trump suspendeu quase 400 milhões de milhões de dólares (quase 70 milhões de euros) em ajuda militar à Ucrânia. Na altura, o embaixador dos EUA na Ucrânia, Bill Taylor, chegou questionar Sondland se as investigação a Biden passou a ser condição para a ajuda militar dos EUA - algo que Sondland negou, acrescentando: “Sugiro que paremos com as mensagens para a trás e para a frente por sms”.  

 

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