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Legislativas. Quais são as prioridades dos portugueses para o novo Governo?

Legislativas. Quais são as prioridades dos portugueses para o novo Governo?

Mafalda Gomes Francisco Paulo Carvalho 08/10/2019 19:22

O i esteve na rua à conversa com vários portugueses na ressaca das eleições legislativas deste domingo para perceber as prioridades que defendem para o próximo Executivo. Sofia pede mudanças na educação, até porque sente em casa as dificuldades dos professores, Ernesto lembra os problemas na saúde, António quer um país onde a justiça funcione melhor e se deixe de falar em impunidade e Teresa está preocupada com a habitação, neste caso com a falta dela. Mas há quem defenda outras prioridades: Bárbara quer um fosso menos acentuado de salários, com impostos mais justos, e João defende que os transportes públicos têm de sofrer alterações já nos próximos anos. Seis portugueses que contam o que está menos bem e o que ainda é preciso fazer.

Sofia Durão, 19 anos

Sofia tem apenas 19 anos e é estudante universitária. Estreou-se em eleições, enquanto votante, este domingo e defende como prioridade para o Governo nos próximos quatro anos a educação. Segundo a estudante, “o nosso sistema educativo não está bem estruturado”: “Não só ao nível dos professores e do seu trabalho como, por exemplo, ao nível das candidaturas para a faculdade, onde é tudo muito confuso”. Refere que a sua mãe é professora há mais de 20 anos e “não consegue entrar nos quadros”.

Bárbara de Brito, 43 anos

“Queria um país mais civilizado”. Este é o pedido desta professora de português para estrangeiros, que considera fundamental pôr fim às discrepâncias de ordenados. Segundo a mesma, “em Portugal taxa-se toda gente com o ordenado mínimo e ninguém faz nada”, considerando que o ordenado das pessoas é essencial. “Havendo mais poder de compra as pessoas evoluem, são mais críticas e o país anda para a frente. Se não, estamos sempre dependentes”, conclui.

Ernesto Sousa, 65 anos

Aos 65 anos e já na reforma, Ernesto considera que a prioridade do Governo para os próximos quatro anos deveria ser a saúde, porque, na sua opinião, “existem muitos médicos a fugir para o privado, o que dificulta as listas de espera no público, sobretudo, nos hospitais centrais”. Para Ernesto, o elevado número de pessoas “à espera de tratamentos e intervenções que se arrastam por tempo indeterminado” tem de ser resolvido o mais rapidamente possível”.

António Batista, 29 anos

O estudante de mestrado considera que “a justiça tem de ser levada mais a sério”, porque “é um pilar fundamental para as pessoas se sentirem confortáveis na sociedade”. António considera que nos próximos quatro anos o Governo tem de dar prioridade, principalmente, ao poder judicial português, por considerar que existem “muitos casos de corrupção”, o que leva a um mal estar social, a um sentimento de crime geral e, por sua vez, a um receio da sociedade.

João Cardoso, 26 anos

João é prestador de serviços na área da comunicação. Conta que não costuma usar transportes públicos, mas sim o seu carro, por ser “mais prático” e por considerar que “as opções ao nível de transportes hoje não são as mais adequadas”. Dá o exemplo de algo “básico nos dias de hoje”, o Wi-fi, que diz não existir em vários comboios da CP. “A este caso somam-se vários outros problemas que os transportes ferroviários apresentam hoje, como a oferta”, que diz estar desajustada à procura.

Teresa Costa, 70 anos

Aos 70 anos, Teresa continua a trabalhar por opção, numa loja de bolas de Berlim. Considera a saúde, a educação, o trabalho e a habitação como temas prioritários para este Governo, mas destaca o último pela incerteza que existe nesse setor. “Ao nível da habitação não tenho problemas agora, mas não sei o que será daqui a cinco anos. Tenho um contrato durante esse período e não sei o que acontecerá depois, isso é muito grave. Os valores das rendas, por exemplo, são muito altos”, conclui.

 

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