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As principais saídas do Parlamento

As principais saídas do Parlamento

Ana Petronilho 08/10/2019 10:41

Entre os 230 deputados que vão tomar posse para a próxima legislatura há estreantes, depois de três partidos terem ganho assento parlamentar. Mas há também algumas surpresas com a saída deputados que se sentavam no Parlamento há mais de dez anos e que, agora, não conseguiram ser eleitos.  

PEV Heloísa Apolónia

Heloísa Apolónia, dirigente de Os Verdes, era a cabeça-de-lista da CDU por Leiria e não foi eleita. Ao fim de 24 anos a deputada vai deixar o Parlamento. Leiria é, aliás, um círculo onde a CDU não elege qualquer deputado desde 1987. Heloísa Apolónia foi sempre eleita pelo distrito de Setúbal e esta mudança de círculo foi uma das surpresas das listas CDU. Nas últimas autárquicas foi a candidata da CDU à Câmara de Oeiras, tendo sido eleita deputada sem pelouro atribuído. Heloísa Apolónia tem 50 anos e nasceu no Barreiro. É licenciada em Direito e frequenta o mestrado na Universidade de Lisboa. 

PCP Rita Rato

Rita Rato é outro dos rostos que ao fim de dez anos estará de saída do Parlamento. A deputada lidera a lista de candidatos pela CDU no círculo da Europa e, até ao momento, a CDU nunca elegeu qualquer deputado por esse círculo. Rita Rato é militante do PCP desde 2001 e membro da Direção Regional de Lisboa do partido. Tem 36 anos, nasceu em Estremoz e vive em Lisboa. Foi eleita deputada pela primeira vez em 2009, sempre pelo círculo eleitoral de Lisboa. É licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa e, entre 2001 e 2006, foi atleta federada de futsal. 

CDS Nuno Magalhães

Também de saída está Nuno Magalhães. Foi deputado durante 15 anos e foi presidente da bancada do CDS durante oito anos, tendo sido o parlamentar que mais tempo assumiu a função. Foi sempre eleito por Setúbal e foi candidato pelo partido à câmara sadina. Tem 47 anos, nasceu em Luanda e vive em Lisboa. É licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa e chegou a trabalhar como advogado. No ano 2000, a convite de Narana Coissoró, foi assessor jurídico do partido. Mais tarde, em 2002, quando tinha 30 anos, toma posse como secretário de Estado da Administração Interna no Governo de Durão Barroso. 

CDS João Rebelo

João Rebelo está de saída do Parlamento ao fim de 20 anos. Este ano, liderou a lista de candidatos por Faro e não foi eleito. Foi secretário-geral da JP e aos 27 anos foi convidado por Paulo Portas para secretário-geral do CDS. Posteriormente, esteve mais de dez anos afastado da direção do partido. Só em 2016, durante a liderança de Assunção Cristas, foi convidado para o Conselho Nacional do CDS como vogal. É ainda presidente da Assembleia Concelhia de Lisboa, vice-presidente do grupo parlamentar e, desde março de 2018, coordenador autárquico. Fora da política dá aulas na Universidade Lusófona e é licenciado em Relações Internacionais. 

CDS Filipe Anacoreta Correia

O deputado Filipe Anacoreta Correia foi cabeça-de-lista por Viana do Castelo e não foi eleito. O advogado chegou ao Parlamento em 2016, a meio do mandato, para substituir Paulo Portas, a convite da presidente do CDS. Antes disso, Anacoreta Correia tinha sido o principal rosto da oposição interna à liderança de Portas. Tem 47 anos, nasceu em Coimbra e cresceu no Porto onde tirou a licenciatura de Direito na Universidade Católica. Antes de concluir a licenciatura estudou, durante três anos, Filosofia e Teologia. Vive em Lisboa e entre 2003 e 2005 foi adjunto da secretária de Estado Adjunta do Ministro da Economia, Dulce Franco. 

BE Jorge Falcato

O arquiteto Jorge Falcato também está de saída do Parlamento, depois de não ter sido eleito como candidato independente pelo BE em Lisboa. Tem 65 anos e foi o primeiro deputado paraplégico na AR, depois de ter sido eleito pela primeira vez em 2015. Anteriormente, Falcato trabalhou na Câmara de Lisboa como arquiteto e ganhou destaque com o grupo (D)eficientes Indignados, foi fundador da UDP e membro do “Que Se Lixe a Troika”. Nasceu em Lisboa e tirou o curso de Arquitetura nas Belas-Artes. Ficou paraplégico, em 1978, ao ser alvejado pela polícia durante um protesto contra uma manifestação do “Dia da Raça”, no dia 10 de junho.

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