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Segundo informador disposto a testemunhar contra Trump

Segundo informador disposto a testemunhar contra Trump

AFP Jornal i 07/10/2019 09:07

Em causa está uma conversa telefónica entre o presidente dos EUA e o presidente ucraniano. 

A pressão aumenta em torno de Donald Trump. Um segundo funcionário dos serviços de informação chegou-se à frente para denunciar as conversações entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e poderá vir a ser testemunha no caso que está na base do pedido de destituição apresentado pelos democratas. A informação foi avançada pelo ABC e confirmada pelo advogado do agente. Mark Zaid já era representante do primeiro informador e revelou que, desta vez, trata-se de um funcionário que teve acesso direto às conversas entre o Presidente do EUA e o homólogo ucraniano enquanto o primeiro delator referiu relatos em segunda mão.

Esta informação foi avançada depois de o secretário de Estado Mike Pompeo não ter cumprido o prazo para entregar voluntariamente os documentos relacionados com a investigação desencadeada pelo Partido Democrata para dar seguimento ao pedido de impeachment.

Estes documentos dizem respeito à conversa telefónica entre Trump e Volodymyr Zelensky, a 25 de julho, em que o presidente dos EUA pressiona o homólogo ucraniano para investigar o filho do seu principal adversário político democrata, Joe Biden. Os democratas acusam Trump de querer manipular as eleições e de usar como moeda de troca o financiamento militar à Ucrânia. Recorde-se que, uma semana antes do telefonema, Trump suspendeu uma ajuda militar de cerca de 250 milhões de dólares (cerca de 227 milhões de euros) ao país, que luta contra uma insurgência de grupos rebeldes apoiados pela Rússia no leste de seu território.

A exigência de que estas conversações fossem tornadas públicas resultou da denúncia feita pelo primeiro delator.

O teor da chamada telefónica veio a ser confirmado pela transcrição divulgada pela Casa Branca, batendo certo com a denúncia, já os contornos da alegada interferência de Trump nas eleições estão ainda sob investigação e são negados pelo Presidente dos EUA, que fala de fake news, e pela Ucrânia. Agora que surge um segundo denunciante, Trump acusa-o de ser um agente do “Deep State”, uma teoria da conspiração que aponta para uma espécie de Governo sombra permanente, constituído por burocratas e funcionários, que o quererão agora derrubar.

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