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Bloco de Esquerda contra “persuasão a eleitores” em Braga

Bloco de Esquerda contra “persuasão a eleitores” em Braga

Joaquim Gomes 06/10/2019 16:27

O delegado do Bloco de Esquerda para a Assembleia de Voto de Maximinos, na cidade de Braga, apresentou este domingo um protesto contra uma “tentativa de persuasão” por elementos daquela junta de freguesia ao alegadamente “encaminharem” os eleitores para as urnas, mas o que foi desmentido pelo presidente da Junta de Freguesia, Luís Pedroso.

Segundo Jorge Vilela, “estavam elementos da Junta de Freguesia, afeta ao CDS, à porta do edifício, a Escola do Ensino Básico de Maximinos, na Rua do Comendador António Santos da Cunha, a “receber e encaminhar” quem lá chegava, “tendo mesmo visto casos em que tiraram das mãos os cartões de cidadão dos eleitores e depois os acompanharam até às urnas”.

“Eu apresentei primeiro um voto oral, em que pedi ao senhor presidente da Junta que não continuasse a ter aquela atitude, que é recorrente, e que ia além dos serviços a que os elementos da junta estão adstritos. Como ele continuou, liguei para a Comissão Nacional de Eleições (CNE) que me disse para apresentar um protesto por escrito”, explicou Jorge Vilela, o delegado do Bloco de Esquerda.

Segundo o delegado àquela mesa de assembleia de voto, “o presidente sabe que a presença dele ali tem um efeito, é natural que o tenha, pelo que ele não devia ter este tipo de comportamentos”.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Maximinos, Sé e Cividade, Luís Pedroso (nesta foto), tais acusações “são inqualificáveis e apenas podem ser feitas por quem não conhece a realidade”, tendo em conta as “alterações de mesas e locais” neste ato eleitoral.

Luís Pedroso, anterior candidato socialista e no atual mandato eleito pela coligação Juntos por Braga (PSD/CDS-PP/PPM), afirmou aos jornalistas “saber bem o lugar que ocupo, eu estava a encaminhar os eleitores para as respetivas meses e secções corretas, alguns dos nossos eleitores já têm idade, não sabiam que basta o cartão de cidadão e estavam como que perdidos”.

Segundo o mesmo autarca, “numa altura em que a democracia está já consolidada pensar que a presença de alguém vai condicionar o voto de um eleitor só pode vir de alguém que não conhece a realidade”.

 

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