24/10/19
 
 
Lokomotiv-Atlético. Félix dá show e faz mexer na gaveta dos recordes

Lokomotiv-Atlético. Félix dá show e faz mexer na gaveta dos recordes

AFP Laura Ramires 03/10/2019 08:53

Internacional luso estreou-se a marcar na Champions e tornou-se, aos 19 anos, o mais jovem colchonero a faturar na prova da UEFA. Peter Ofori-Quaye continua, ainda assim, como o mais jovem a ter marcado na competição, com 17 anos. Aos 16, Ansu Fati (Barcelona) ainda pode fazer história.

“João Félix lança o Atlético em Moscovo com um golo e uma exibição de classe”, podia ler-se no El País. Já o As escrevia: “João era o brilho do ouro num tridente que deixava Simeone orgulhoso em Moscovo. [...] Herdou o número 7 de Griezmann e também o seu papel na equipa. Os 127 milhões que o clube pagou por ele assim o obrigavam. Mas ele mostra que não sente esse peso”. Por sua vez, o Marca assegurava: “O camisola 7 mostrou que tem futebol para dar e vender. Que nos seus pequenos pés, nos seus 19 anos, há um futebolista para liderar o Atlético pós-Griezmann”. 
Os jornais espanhóis ficaram novamente rendidos ao talento do internacional português, que se estreou a marcar no seu segundo jogo ao serviço do Atlético de Madrid na Champions.

Um golo que permitiu ao avançado ex-Benfica quebrar ainda um recorde com mais de uma década. Ao inaugurar o marcador em Moscovo, diante do Lokomotiv dos internacionais portugueses João Mário e Eder, João Félix tornou-se o jogador mais jovem de sempre a marcar na Liga dos Campeões com a camisola colchonera. Com 19 anos e 325 dias, o jovem luso bateu um recorde com 11 anos, quando, em 2008, Sergio Aguero marcou ao PSV com 20 anos e 106 dias.

Mas o espetáculo do português não ficou por aqui: precisamente dez minutos depois de ter feito o 1-0, João Félix voltou a estar em grande destaque na jogada que deu o segundo golo dos madrilenos. Após uma arrancada, o atacante fez um passe longo para Diego Costa, que serviu Thomas Partey para o 2-0 final.

Félix sacode pressão João Félix cumpriu na noite de terça-feira o seu nono jogo pelos rojiblancos, somando o terceiro golo da conta pessoal em todas as provas. Titular em todos os encontros disputados até agora – sete na Liga espanhola e dois na prova europeia –, o internacional luso marcou pela primeira vez na receção ao Eibar, naquele que foi o seu terceiro jogo oficial da época. Um golo, aliás, de extrema importância, numa partida em que os comandados de Simeone estavam a perder por 2-0. Depois de Félix ter inaugurado o marcador, o Metropolitano assistiu a uma reviravolta épica, com o Atleti a vencer o jogo por 3-2. O segundo tento só surgiu quatro jogos depois – com a deslocação ao terreno do Mallorca, na jornada seis do campeonato espanhol, em que o jogador nacional mais valioso da história apontou o 2-0 final para a turma de Madrid.

Pelo meio, recorde-se, o Atlético recebeu a Juventus, na primeira jornada da fase de grupos da prova milionária, num encontro que terminou empatado a duas bolas, com os dois portugueses em campo, Félix e Cristiano Ronaldo, este do lado da Juventus, a ficarem em branco.

De Maiorca até Moscovo jogou-se, recorde-se, o dérbi de Madrid, no Metropolitano, que terminou empatado e sem golos, resultado que permite, de resto, que os merengues continuem a liderar de forma isolada a Liga, com apenas mais um ponto de vantagem sobre os colchoneros.

Apesar de ter sido opção inicial do técnico argentino em todos os encontros disputados até hoje, João Félix só cumpriu os 90 minutos em dois deles.

A substituição do português, na maioria das vezes já nos instantes finais da partida, tem, de resto, provocado quase sempre a mesma reação nos adeptos presentes nas bancadas, que se manifestam quase sempre com um coro de assobios.

De acordo com o jornal El Confidencial, em causa está o facto de Félix não ser “um jogador qualquer” e, por isso, os adeptos demonstram a sua insatisfação perante a decisão do treinador colchonero, uma vez que querem ver o talento daquele que foi também a contratação mais cara da história do Atlético. 

Após a partida na Rússia, o português abordou a recente seca de golos, garantindo que a bola vai “entrar muitas mais vezes”.

“É uma questão de tempo. A bola vai entrar. Hoje [terça-feira] entrou e, pouco a pouco, vai entrar muitas mais vezes. Foi um grande jogo e saímos com os três pontos, que é o mais importante”, rematou o avançado.

A próxima oportunidade para João Félix acontece já este domingo, dia em que o Atlético mede forças com o Valladolid, em jogo da ronda oito da Liga espanhola. 

Contas feitas, os rojiblancos têm atualmente cinco vitórias, três empates e uma derrota no total das provas – o único tropeção até agora aconteceu na casa do Real Sociedad, na jornada quatro, com a equipa da casa a vencer por 2-0.

Ansu Fati pode fazer história Embora João Félix tenha inscrito o seu nome na história do Atlético, Peter Ofori-Quaye continua a segurar o título de jogador mais jovem de sempre a marcar na Champions, quando fez o único golo do Olympiacos na derrota dos gregos, por 5-1, ante o Rosenborg, na fase de grupos da prova de 1997/98: o jogador ganês tinha apenas 17 anos e 195 dias – um recorde com cerca de duas décadas que poderá ser, porém, quebrado na presente edição da competição. A fazer história no Barcelona com apenas 16 anos, Ansu Fati poderá tornar-se o mais jovem jogador a marcar um golo na Liga dos Campeões.


Contas feitas, o jovem avançado terá praticamente toda a temporada para fixar um novo recorde – basicamente, se marcar até às meias-finais será oficialmente o dono deste troféu.

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