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Viseu. O ex-cavaquistão elege menos um deputado

01/10/2019 21:00

(PSD, CDS, CDU, PS, BE, PAN)

PSD. Fernando Ruas

Aos 70 anos Fernando Ruas tenta manter o histórico de vitórias do PSD num círculo eleitoral que já foi considerado, em tempos, o ‘Cavaquistão’. O histórico autarca social-democrata confunde o seu percurso político com a presidência da câmara de Viseu. Exerceu o cargo durante 24 anos. Ruas foi ainda presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) durante onze anos, entre 2002 e 2013. Saiu da atividade autárquica por limite de mandatos e acabou a concorrer nas listas da coligação PSD/CDS para as europeias em 2014. Mas a experiência como eurodeputado só durou um mandato de cinco anos. A sua saída não foi propriamente conturbada até porque o atual líder do PSD, Rui Rio, tinha outros planos para o histórico autarca: ser cabeça-de-lista por Viseu. Ruas é licenciado em Economia, sendo natural de Farminhão, Viseu.

 

PS. João Azevedo

O candidato tem um percurso sobretudo autárquico, ligado à Câmara de Mangualde.

João Azevedo, 44 anos, foi eleito pela primeira vez como presidente da câmara de Mangualde em 2009. A experiência repetiu-se até 2017, estando no seu último mandato permitido por lei.

Em maio deste ano, João Azevedo assumiu ainda outro desafio, o de ser diretor de campanha das eleições europeias do PS, tendo Pedro Marques como cabeça-de-lista. O primeiro-ministro decidiu, por isso, chamá-lo para outros voos e concorre, agora, ao Parlamento.

João Azevedo nasceu em Mangualde, é professor de Educação Física do 2º ciclo do Ensino Básico, casado e pai de três filhos.

 

CDS. Hélder Amaral

O cabeça-de-lista do CDS por Viseu é uma figura incontornável dos democratas-cristãos no distrito. Tem 52 anos, nasceu em Angola, é casado, sportinguista, mas a sua vida está ligada a Viseu, dividindo a rotina semanal entre Lisboa e aquele círculo eleitoral há cinco legislaturas. Foi presidente da distrital de Viseu do CDS e integrou a direção centrista durante o consultado de Paulo Portas. O deputado foi ainda coordenador autárquico nacional do CDS.

Não tem a licenciatura de Direito concluída, tem o 4º ano de frequência e a sua profissão fora da política é a de técnico de turismo. Em 2007 viu o seu nome associado a polémica num conselho nacional do CDS, bastante conturbado. A já falecida dirigente Maria José Nogueira Pinto acusou-o de a ter magoado num ombro. Na resposta, Helder Amaral lembrou que os “beirões não batem nas mulheres”.

 

BE. Bárbara Xavier

O Bloco de Esquerda aposta numa jovem psicóloga de 27 anos para tentar garantir a eleição. Bárbara Xavier é psicóloga e especialista nas matérias de igualdade de género. É também a mais nova cabeça-de-lista do BE. Concorre em Viseu, onde reside, mas é natural da Guarda. A candidata não é aderente (assim se chamam os militantes do BE)  do partido liderado por Catarina Martins, mas tem um percurso ligado ligado ao ativismo. Apesar de não ter qualquer experiência política, Bárbara Xavier integra a  Plataforma Já Marchavas! e da Rede 8 de Março, um movimento de defesa dos direitos das mulheres. Numa conversa com i recente, a candidata explicou que o facto de ser independente e não ter experiência política demonstra que pretende ir para o Parlamento por um “real interesse comunitário”, e não partidário ou pessoal.

 

CDU. Miguel Tiago

O ex-deputado Miguel Tiago, 40 anos, concorre num terreno difícil para a CDU. Geólogo de formação, o candidato chegou a abandonar o Parlamento em setembro de 2018, mas um ano depois o seu nome ressurgiu como cabeça-de-lista por Viseu, um círculo completamente novo para Miguel Tiago e onde a CDU não elegeu qualquer deputado em 2015.  Há um ano, Miguel Tiago queria sair da atividade parlamentar, algo desiludido e pretendia exercer a sua atividade de geólogo, após treze anos de atividade na ‘Casa da Democracia’. O ex-deputado, conhecido pela sua paixão por motas e artes marciais, tem também ligações a Setúbal e concorreu  sempre pelo círculo eleitoral de Lisboa. Segundo o seu registo de interesses, é solteiro. Neste interregno político assumiu algumas tarefas junto do Comité Central do PCP, na Comissão de Atividades Económicas.

 

PAN. Carolina  Pina de Almeida

Aos 36 anos, Carla Almeida encabeça pela primeira vez uma lista do PAN. No entanto, esta não é a primeira vez que a Psicóloga clínica integra as listas do partido. Nas eleições autárquicas de 2017 foi candidata pelo PAN à Câmara e à Assembleia Municipal de Viseu e, em maio deste ano, integrou as listas para as eleições europeias. Carla ajudou ainda a fundar o Núcleo do PAN em Viseu há dois anos. Desde 2018 é porta-voz da Comissão da Comissão Política Distrital do partido em Viseu. Em 2015 decidiu filiar-se no partido, após se ter identificado com as ideias que o dirigente André Silva divulgou numa entrevista. Entre consultas de psicologia no privado e o trabalho no partido, nos tempos livres, Carla gosta de ir à praia e ao rio, passear pela natureza, ir ao cinema e cozinhar para a família e amigos. A candidata é vegana e tem um cão, que adotou há três anos, chamado Mimo.

 

Cabeças-de-lista dos partidos sem assento parlamentar

Pedro Escada

Aliança

João Tilly

CHEGA

Filipe Amorim Barbosa

Iniciativa liberal

João Mendes

Juntos pelo Povo (JPP)

Sónia Veiga

Livre

Norberto Albuquerque

MPT- Partido da Terra

António Silva Barreto

Nós, cidadãos!

José Cruz

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP )

Manuel Prior

Partido Democrático Republicano (PDR)

Patrícia Araújo

Partido Nacional Renovador (PNR)

José Pereira

Partido Popular Monárquico (PPM)

Daniela Ramos

Partido Trabalhista Português (PTP)

Armando Formoso

Partido Unido dos Reformados e Pensionistas  (PURP)

Ludgero Silva

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