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Legislativas. Críticas do PS “são fruta da época” para BE

Legislativas. Críticas do PS “são fruta da época” para BE

Mafalda Tello Silva 01/10/2019 13:10

Catarina Martins reagiu ao ataque de Santos Silva e lembrou aos socialistas que foi com a esquerda que o PS governou. Jerónimo de Sousa também respondeu afastando o “fantasma da instabilidade governativa”.

Um dia depois de Augusto Santos Silva ter alertado para os riscos de “um poder desmedido” dos parceiros à esquerda do PS, Catarina Martins não teve meias-palavras e considerou que a declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros é “fruta da época”, no final de uma ação de campanha no mercado e feira de Espinho.

A coordenadora do Bloco de Esquerda lembrou que, “há quatro anos, o PS não ganhou eleições” e foi com a esquerda que se criou “uma solução estável durante quatro anos”. A líder bloquista continuou a alfinetada ao partido dirigido por António Costa e garantiu também que, ao contrário do que o PS diz, o seu partido “não está zangado” com a geringonça. Catarina Martins afirmou ainda que “há quem no PS esteja zangado com os últimos quatro anos e tenha eventualmente vontade de recuar nalgumas matérias”, mas “as pessoas deste país sabem que o BE é a força que impede uma maioria absoluta e é a força que puxa pelas condições concretas de vida deste país: no salário, na pensão, nas condições de trabalho, na habitação, no que conta, o BE não falta”.

 

O inferno das promessas

Ainda que o discurso de Augusto Santos Silva tenha tido como alvo principal o BE, a crítica não passou ao lado dos comunistas.

Num comício no Teatro Garcia de Resende, em Évora, no domingo à noite, Jerónimo de Sousa apontou que “há quem agite o fantasma da instabilidade governativa” com o objetivo de “insinuar a necessidade de uma maioria absoluta”.

O secretário-geral do PCP defendeu que “há por aí grandes proclamações prometendo futuros risonhos e muitas palavras bonitas, jurando que jamais se voltará para atrás”, mas que de “proclamações e de promessas não cumpridas – nas últimas quatro décadas pelas forças que governaram o país – se foi enchendo o inferno”.

 

“Casamento, não houve”

Jerónimo de Sousa fez ontem campanha no distrito de Viseu, onde o partido nunca elegeu um deputado, com o cabeça-de-lista Miguel Tiago. Confrontado com o futuro da geringonça, o líder comunista disse que tudo depende dos resultados eleitorais do dia 6 de outubro.

Garantiu, porém, que não se pode classificar como “união de facto” a relação entre o PCP e o Governo socialista. “Em primeiro lugar, casamento, não houve. Nem união de facto. Em matérias de fundo, com as divergências que existem em relação ao PS, não se pode dizer que houve ali uma união de facto, antes pelo contrário”, disse.

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